A Precariedade do Salário do Segurança: Quem é o Culpado?


A atividade de vigilância em Moçambique atingiu níveis alarmantes. Empresas públicas e estatais são guarnecidas por entidades privadas, e os seguranças são frequentemente mal pagos e mal equipados.

Pense com mais intensidade, sinceridade e profundidade na realidade dos seguranças.

Imagine trabalhar em uma agência bancária, onde é evidente que se move todo tipo de somas de dinheiro, se expor garantindo a segurança de pessoas com grandes quantias de dinheiro, e receber um salário mínimo, quase sem expressão para o tipo de estabelecimento, que mal chega  a um universo aproximado a dez mil meticais por mês. É uma situação frustrante e injusta, especialmente quando se considera o risco de perder o emprego com a introdução de sistemas de vigilância por vídeo.


A pergunta é: quem é responsável por essa precariedade?

 É o Estado, que não regula adequadamente os salários e condições de trabalho dos seguranças? São as empresas privadas, que priorizam o lucro sobre o bem-estar dos seus funcionários? Ou são os próprios seguranças, que aceitam trabalhar em condições tão difíceis?

Outrossim, agora com a digitalização é o futuro, o se pode esperar desta classe?

A introdução de sistemas de vigilância por vídeo pode ou até já está a ser uma solução viável para algumas empresas, mas sera que esse avanço é uma justificativa para pagar salários tão baixos aos seguranças. Além disso, a digitalização não pode substituir completamente a presença humana em todos os contextos.


A precariedade do salário do segurança é um problema complexo que requer uma solução multifacetada. É hora de questionar quem é responsável por essa situação e como podemos trabalhar juntos para melhorar as condições de trabalho e salários dos seguranças em Moçambique.

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