Partiu esta terça-feira Fernando Veloso, jornalista, fundador do Canal de Moçambique e uma das vozes mais firmes na defesa da liberdade de imprensa no país.
Durante décadas, Veloso fez do jornalismo uma missão: expor a corrupção, questionar o poder e afirmar o direito dos cidadãos à informação livre e honesta.
Perseguido, detido e ameaçado, viu a redação do seu jornal reduzida a cinzas após um ataque incendiário, mas nunca se deixou vencer. Reergueu-se com a mesma coragem de sempre, sustentando o lema que o acompanhou até ao fim: “A verdade não morre no fogo.”
Figura de princípios e consciência, Fernando Veloso foi mais do que um profissional da comunicação. Representou um ideal — o de que a palavra, quando usada com coragem, é uma forma de resistência.
Deixa um legado de ética, integridade e compromisso com a verdade. A sua ausência pesa, mas o seu exemplo continuará a inspirar as novas gerações de jornalistas e todos os que acreditam num Moçambique mais livre e mais justo.


