Maputo, 14 de Outubro de 2025 — Uma operação surpresa da Polícia da República de Moçambique (PRM) culminou, na noite de domingo, com a detenção de vários indivíduos suspeitos de integrarem o grupo conhecido por “Colômbia”, que vinha aterrorizando munícipes nas zonas da Coop, Colômbia e Malhangalene, na cidade de Maputo.
Segundo apurou a Miramar, a intervenção policial ocorreu após sucessivas denúncias feitas por cidadãos, sobretudo na quinta-feira passada, quando começaram a circular nas redes sociais vídeos e mensagens a alertar para a actuação violenta do grupo. Os mesmos seriam acusados de protagonizar assaltos com recurso a catanas, paus e outros objectos contundentes, tendo como principais alvos peões e automobilistas que transitavam durante a noite.
Sem anunciar o dia exacto da operação, a PRM limitou-se a garantir, na sexta-feira, que estava a acompanhar o caso e a recolher informações sobre o paradeiro dos suspeitos. No entanto, ao cair da tarde de domingo, agentes fortemente posicionados em vários pontos estratégicos iniciaram uma operação relâmpago que apanhou de surpresa os integrantes do grupo.
De acordo com fontes policiais, vários suspeitos foram detidos no local e conduzidos imediatamente à esquadra, onde foram abertos os respectivos processos-crime. As autoridades acreditam que o grupo “Colômbia” poderá estar envolvido em diversos assaltos e agressões registadas nos últimos meses na capital do país.
A polícia não revelou o número exacto de detidos nem os objectos apreendidos durante a acção, mas garantiu que as investigações prosseguem para identificar outros possíveis membros e desmantelar por completo a rede criminosa.
Nos termos legais, os detidos deverão ser apresentados, no prazo máximo de 48 horas, ao Ministério Público, que irá proceder à verificação da legalidade das detenções. Seguidamente, o caso será submetido ao juiz de instrução criminal, a quem caberá decidir sobre a manutenção das detenções, a aplicação de prisão preventiva ou outras medidas de coacção.
A PRM apelou à população para continuar a colaborar com as autoridades, denunciando qualquer actividade suspeita, e assegurou que operações semelhantes continuarão a ser realizadas com vista a garantir a ordem, a segurança e a tranquilidade públicas na cidade de Maputo.


