Aproveitar a “Oportunidade China 2.0” para uma prosperidade partilhada

(251106) -- SHANGHAI, Nov. 6, 2025 (Xinhua) -- Visitors view an extra support guidewire of Medtronic, which made its global debut during the 8th China International Import Expo (CIIE) in east China's Shanghai, Nov. 6, 2025. Many exhibitors showcased their latest products for the first time at the 8th CIIE in Shanghai. (Xinhua/Fang Zhe)

GYEONGJU, Coreia do Sul, 31 de Outubro (Xinhua) — O Presidente chinês Xi Jinping apresentou, nesta sexta-feira, uma proposta de cinco pontos para promover uma globalização económica inclusiva e benéfica para todos e construir uma comunidade Ásia-Pacífico.

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Xi fez o pronunciamento durante o seu discurso intitulado “Construir uma Economia Ásia-Pacífico Aberta e Inclusiva para Todos”, na primeira sessão da 32.ª Reunião de Líderes Económicos da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC), realizada em Gyeongju, Coreia do Sul.

Ao longo de mais de 30 anos desde a sua criação, a APEC tem liderado a ascensão da região no desenvolvimento económico global aberto, tornando a Ásia-Pacífico a região mais dinâmica da economia mundial, observou Xi.

Actualmente, mudanças sem precedentes em um século estão a acelerar em todo o mundo, e a região Ásia-Pacífico enfrenta crescentes incertezas e factores de instabilidade no seu processo de desenvolvimento, advertiu o Presidente chinês, acrescentando que, “quanto mais agitadas forem as águas, mais os membros da APEC devem unir-se”.

Xi apelou aos membros da APEC para que permaneçam fiéis à missão fundadora da organização — promover o crescimento económico e melhorar as condições de vida das populações — e para que defendam o desenvolvimento aberto, onde todos partilham as oportunidades e prosperam em conjunto. Exortou ainda a promoção de uma globalização económica inclusiva e benéfica para todos e a construção de uma comunidade Ásia-Pacífico coesa.


A PROPOSTA DE CINCO PONTOS DE XI JINPING

Primeiro, Xi apelou a esforços conjuntos para salvaguardar o sistema multilateral de comércio. Exortou os membros da APEC a praticarem o verdadeiro multilateralismo, reforçando a autoridade e eficácia da Organização Mundial do Comércio (OMC), e a actualizarem as regras internacionais de economia e comércio para reflectirem os tempos actuais, de modo a proteger melhor os direitos e interesses legítimos dos países em desenvolvimento.

Segundo, defendeu a criação de um ambiente económico aberto na região. Xi instou os membros da APEC a promover continuamente a liberalização e facilitação do comércio e do investimentoaprofundar a cooperação fiscal e financeiraavançar de forma constante na integração económica regional e fortalecer o alinhamento e o progresso colaborativo, de modo a impulsionar o desenvolvimento da Área de Livre Comércio da Ásia-Pacífico.

Terceiro, Xi apelou à cooperação para manter cadeias industriais e de abastecimento estáveis e fluidas. Os membros da APEC devem trabalhar juntos em vez de se afastaremfortalecer os laços em vez de os romperemampliar os interesses comuns e apoiar o desenvolvimento aberto das cadeias de abastecimento. Devem ainda alcançar resultados concretos na conectividade física, institucional e interpessoal, consolidando assim as bases do desenvolvimento aberto na região Ásia-Pacífico, afirmou Xi.

Quarto, o Presidente chinês defendeu o avanço da transformação digital e verde do comércio. Encorajou esforços para tornar as tecnologias digitais um catalisador do comércio transfronteiriçoeliminar barreiras ambientais e ampliar a cooperação em indústrias verdes, energias limpas e minerais sustentáveis.

Quinto, Xi exortou a região Ásia-Pacífico a promover conjuntamente um desenvolvimento inclusivo e benéfico para todos. Pediu esforços conjuntos para manter o desenvolvimento centrado nas pessoasabordar os desequilíbrios no desenvolvimento e promover uma globalização económica mais inclusiva, sustentável e vantajosa para todos os povos da região.


Xi recordou que a China está a trabalhar com diversos países para promover o desenvolvimento de alta qualidade da Iniciativa Cinturão e Rota (Belt and Road Initiative), comprometendo-se com o desenvolvimento comum e a prosperidade partilhada entre todas as nações.

Sublinhou ainda que a China mantém como política de Estado a abertura ao exterior, tomando medidas concretas para impulsionar uma economia mundial aberta. Referindo-se às recomendações aprovadas na 4.ª Sessão Plenária do 20.º Comité Central do Partido Comunista da China, para a elaboração do 15.º Plano Quinquenal, Xi afirmou que o país aproveitará essa oportunidade para aprofundar de forma abrangente as reformasampliar a abertura de alto nível e criar novas oportunidades para a Ásia-Pacífico e o mundo, através dos novos avanços da modernização chinesa.

O Presidente chinês Xi Jinping participa na primeira sessão da 32.ª Reunião de Líderes Económicos da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC) e profere um discurso intitulado “Construir uma Economia Ásia-Pacífico Aberta e Inclusiva para Todos”, em Gyeongju, Coreia do Sul, a 31 de Outubro de 2025.
primeira sessão da 32.ª Reunião de Líderes Económicos da APEC teve início nesta sexta-feira, em Gyeongju, Coreia do Sul. (Xinhua/Huang Jingwen)

O Presidente chinês Xi Jinping foi calorosamente recebido pelo Presidente sul-coreano Lee Jae-myung à sua chegada para a primeira sessão da 32.ª Reunião de Líderes Económicos da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC), realizada em Gyeongju, Coreia do Sul, a 31 de Outubro de 2025.
primeira sessão da 32.ª Reunião de Líderes Económicos da APEC teve início nesta sexta-feira, em Gyeongju, Coreia do SulXi participou no encontro e proferiu um discurso intitulado “Construir uma Economia Ásia-Pacífico Aberta e Inclusiva para Todos”. (Xinhua/Huang Jingwen)

(251022) — TIANJIN, 22 de Outubro de 2025 (Xinhua) — Esta fotografia mostra a segunda Linha de Montagem Final (FAL) da família de aviões A320 da Airbus, localizada em Tianjin, no norte da China, em 22 de Outubro de 2025.
Na quarta-feira, a Airbus inaugurou a sua mais recente Linha de Montagem Final (FAL) para aeronaves da família A320 na cidade portuária de Tianjin, no norte da China — a segunda do género na China e em toda a Ásia. (Xinhua/Sun Fanyue)

No contexto da ascensão tecnológica da China e do aumento das suas exportações de produtos tecnológicos, alguns académicos e políticos ocidentais voltaram a difundir a retórica do chamado “choque da China”. Procuram culpar a China pelos problemas económicos dos seus próprios países e criar justificações para as suas políticas proteccionistas.

Os produtos chineses de alta qualidade e preços acessíveis têm reduzido o custo de vida dos consumidoresaliviado as pressões inflacionistas em muitas economias e ampliado enormemente o acesso aos benefícios do progresso tecnológico para pessoas em todo o mundo. Por exemplo, a China reduziu o custo global da energia eólica em mais de 60% e o da energia fotovoltaica em 80%, tornando-as mais acessíveis a um maior número de pessoas.

“Oportunidade China 2.0” vai além da indústria e da inovação. A expansão e modernização do consumo representam grandes oportunidades. O mercado superdimensionado da China possui um enorme potencial de consumo ainda por explorar. Tendo atingido um nível moderado de prosperidade, os cidadãos chineses buscam agora melhores condições de vida, e a demanda por serviços, bens e produtos de bem-estar de qualidade está a aumentar. Estima-se que o grupo de rendimento médio do país duplique, atingindo 800 milhões de pessoas nos próximos dez anos.

A China tem como meta “aumentar significativamente a parcela do consumo das famílias no PIB” nos próximos cinco anos. A Exposição Internacional de Importação da China, realizada anualmente em Xangai, é uma plataforma essencial para que empresas globais acedam ao segundo maior mercado consumidor do mundo. O recorde de participação de empresas este ano demonstra a amplitude das oportunidades de negócios existentes na China. Além disso, novas oportunidades de investimento poderão surgir da nova urbanização do país e do crescimento das infra-estruturas emergentes, como redes de computação e cidades inteligentes.

Outro factor-chave de crescimento partilhado é a continuação da reforma e da abertura da China. A lista negativa de investimento estrangeiro foi reduzida para apenas 29 itens, e todas as restrições no sector manufatureiro foram eliminadas.

A China concede isenção unilateral de vistos ou isenção mútua completa a cidadãos de 76 países, e mantém tarifas zero sobre importações provenientes dos países menos desenvolvidos do mundo que mantêm relações diplomáticas com Pequim.

(241109) — KUNMING, 9 de Novembro de 2024 (Xinhua) — Trabalhadores operam numa linha de montagem da nova fábrica da BYD, localizada na província de RayongTailândia, em 4 de Julho de 2024. (Xinhua/Sun Weitong)

Nos próximos cinco anos, a China procurará um desenvolvimento equilibrado das importações e exportações, continuará a ampliar a sua abertura de alto padrão e promoverá o desenvolvimento comum com o resto do mundo. Entre os avanços mais recentes, destaca-se a assinatura do acordo de atualização da Zona de Livre Comércio China-ASEAN 3.0. Além disso, o Porto de Livre Comércio de Hainan lançará, em Dezembro, as operações aduaneiras independentes em toda a ilha — um marco histórico no processo de abertura do país.

As oportunidades da China estão também a expandir-se para além das suas fronteiras. As empresas chinesas que se internacionalizam criam empregos e promovem a industrialização local noutros países, ao investirem na construção de fábricas e infra-estruturas como portos, auto-estradas e caminhos-de-ferro, no âmbito da Iniciativa “Cinturão e Rota”, permitindo um desenvolvimento partilhado e contribuindo para a formação de uma comunidade global com um futuro comum para a humanidade.

BYD, principal fabricante chinesa de veículos eléctricos, e a CATL, produtora líder de baterias, construíram fábricas em vários países, incluindo Brasil, Tailândia e Alemanha, exemplificando a cooperação aberta e os benefícios mútuos.

economia chinesa continuará a crescer dentro de uma faixa apropriadaParceria com a China significa aproveitar a “Oportunidade China 2.0” para um crescimento partilhado com o maior contribuinte para o crescimento do PIB mundial.

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