Maputo, 30 Dezembro 2025 — Chiquinho Conde, figura icónica do futebol moçambicano, continua a escrever capítulos inéditos na nossa história futebolística, tanto ao nível de clubes como na selecção nacional. Depois de uma carreira como avançado que o colocou no mapa em várias ligas europeias, Conde cimentou a sua reputação como treinador com resultados que dialogam com ambição, trabalho e identidade colectiva.
No plano de clubes, a União Desportiva do Songo (UD Songo) alcançou um marco inédito sob a batuta de Chiquinho Conde: a qualificação para uma competição da Confederação Africana de Futebol (CAF). É a primeira vez que a UD Songo atinge este patamar, abrindo as portas da Taça CAF e colocando o clube e o futebol moçambicano no radar continental.
Este feito representa mais que um avanço desportivo — é um sinal claro da evolução estrutural e técnica dos nossos clubes no contexto africano, fruto de trabalho contínuo, planeamento e aposta na formação.
À frente da selecção nacional, os Mambas viveram momentos históricos: a qualificação para o Campeonato Africano das Nações (CAN) tornou-se consecutiva e, pela primeira vez, a equipa alcançou a fase de grupos com confiança e competitividade real.
Antes mesmo do torneio principal, Moçambique garantiu apuramento para o Campeonato Africano das Nações para Jogadores Locais (CHAN), um feito que reforça a profundidade e qualidade dos nossos talentos em casa.
No CAN 2025 em Marrocos, os Mambas registaram um feito ainda mais simbólico: a primeira vitória na fase final da prova, num jogo electrizante frente ao Gabão por 3-2, um resultado que interrompe décadas de tentativas sem sucesso e eleva o moral da equipa e da nação.
Depois da derrota na estreia frente à Costa do Marfim, os Mambas recuperaram e somaram os seus primeiros três pontos na história das fases finais do CAN. Essa vitória coloca Moçambique em posição para eventualmente alcançar os oitavos de final — um patamar nunca antes atingido.
O desempenho em solo marroquino espelha um colectivo mais maduro, disciplinado e mentalmente resistente, traços que definem a filosofia de Chiquinho Conde no comando técnico.
No ciclo de apuramento para o Mundial de 2026, Moçambique somou 18 pontos em 10 jogos — o melhor registo de sempre para a selecção moçambicana nesta fase e um número que confirma uma trajectória crescente e sustentada no futebol internacional.
Embora a equipa não tenha alcançado a qualificação final para a prova máxima do futebol mundial, a pontuação obtida representa um novo patamar de competitividade e projecção.
Chiquinho Conde transformou expectativas em resultados concretos. A sua visão táctica, liderança serena e capacidade de extrair o melhor dos jogadores — tanto em clubes como na selecção — elevaram o futebol moçambicano a novos horizontes.
Este momento não é apenas sobre vitórias; é sobre estabelecer uma cultura de exigência, profissionalismo e ambição que projecta a nossa selecção e clubes para um futuro mais sólido e competitivo.


