O distrito de Boane está em risco de isolamento e prejuízos significativos na travessia de vias, depois da Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos anunciar por meio de comunicado, o aumento das descargas da Barragem dos Pequenos Libombos a partir de 11 de Janeiro. A medida faz parte de um esforço para proteger a integridade da infra-estrutura face às intensas chuvas registadas na região sul do país nesta época chuvosa.
Segundo o documento, o caudal descarregado passará de 35 m³/s para 50 m³/s, podendo atingir até 120 m³/s no dia seguinte, devido às fortes afluências de água que estão a ser recebidas na bacia do Umbelúzi. Esta decisão surge num contexto em que a barragem se encontra próxima da sua capacidade máxima de armazenamento, obrigando os gestores da água a recorrer a descargas controladas para evitar falhas estruturais.
A elevação do caudal põe em sério risco o galgamento da ponte de Mazambanine, principal ligação entre a vila de Boane e a Estação de Tratamento de Água (ETA) do Umbelúzi. Assim, as autoridades locais e as comunidades ribeirinhas em geral estão alarmados, uma vez que o galgamento dessa infraestrutura pode condicionar ou mesmo interromper a travessia de peões e viaturas, isolando bairros inteiros, como já aconteceu em situações anteriores de cheias provocadas pelo mesmo rio.
Na prática, em épocas de chuva intensa, o rio Umbelúzi tem enchido rapidamente e já no passado causou inundações em zonas baixas e suspensão de trânsito, obrigando residentes a recorrerem a embarcações para se deslocarem entre os bairros mais afectados e a sede do distrito.
Face à situação, as autoridades emitiram recomendações claras à população:
Evitar a circulação nas zonas ribeirinhas, onde o risco de arrastamento pelas correntes é elevado;
Não tentar atravessar a ponte de Mazambanine, especialmente em períodos de pico do caudal;
Manter atenção às comunicações oficiais e alertas de risco emitidos pelas entidades competentes.
O processo de gestão de descargas e monitoria do nível do rio será contínuo, com a colaboração de instituições como a Administração Regional de Águas do Sul (ARA-Sul) e o Instituto Nacional de Gestão de Riscos e Desastres (INGD), que acompanham a evolução da situação hidrológica em tempo real.
A população de Boane e arredores é chamada a agir com prudência e a seguir as orientações de segurança, para minimizar impactos humanos e materiais durante este período crítico.
