DESVALORIZAÇÃO DA CULTURA LOCAL COMPROMETE ACTIVIDADES NOS POSTOS ADMINISTRATIVOS DE QUELIMANE


 A fraca valorização das culturas locais continua a comprometer o sucesso de várias actividades desenvolvidas nos postos administrativos da cidade de Quelimane, na província da Zambézia. A constatação foi feita pela vereadora da Juventude, Desporto e Cultura do Conselho Municipal de Quelimane, Sitiana Zua, à margem da cerimónia de tomada de posse do novo elenco do executivo municipal.


Falando a órgãos de comunicação social, a responsável municipal afirmou que a ausência de uma abordagem culturalmente integrada tem limitado o impacto das acções comunitárias, sobretudo nos bairros periféricos. Segundo Sitiana Zua, iniciativas anteriores falharam, em grande medida, por não envolverem as comunidades desde a fase de concepção, por falta de incentivos adequados e pela reduzida incorporação dos valores culturais existentes nos postos administrativos.


“A cultura não pode continuar a ser tratada como um elemento secundário. É ela que mobiliza, cria pertença e reforça a identidade local. Quando a ignoramos, afastamos as pessoas das actividades que pretendemos implementar”, declarou a vereadora.


A dirigente defendeu que a cultura deve ocupar um lugar central nas políticas municipais, particularmente nas acções de base comunitária, por constituir um instrumento eficaz de mobilização social, coesão comunitária e promoção do desenvolvimento local. Para o novo executivo municipal, acrescentou, o resgate e a promoção das manifestações culturais — como danças tradicionais, música, artesanato e práticas ancestrais — serão prioridades estratégicas para dinamizar a vida comunitária nos postos administrativos.


Sitiana Zua garantiu ainda que o Município de Quelimane irá trabalhar de forma mais próxima com líderes comunitários, agentes culturais e associações locais, com vista a assegurar uma maior participação dos munícipes nas actividades programadas. O objectivo, segundo explicou, é transformar a cultura num eixo transversal das políticas municipais, capaz de gerar maior adesão popular e melhores resultados no terreno.


No mesmo pronunciamento, a vereadora apelou ao envolvimento activo dos cidadãos, sublinhando que o sucesso das acções municipais depende de uma parceria efectiva entre o poder local e as comunidades. “O desenvolvimento não se impõe. Constrói-se com as pessoas, respeitando aquilo que elas são, aquilo que sempre foram”, afirmou.


As declarações da vereadora inserem-se no contexto da recente tomada de posse do novo executivo municipal, que assume funções com o desafio de revitalizar as actividades nos postos administrativos e reforçar a ligação entre o Conselho Municipal e as comunidades locais, tendo a cultura como um dos pilares dessa estratégia.

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