LUTO NO FUTEBOL MOÇAMBICANO: MORREU FILIPE BUDULA, ANTIGO PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DE FUTEBOL DA CIDADE DE MAPUTO


 O futebol da capital encontra-se de luto com o falecimento de Filipe Budula, figura incontornável do desporto rei em Maputo, vítima de doença. A notícia foi confirmada por fontes oficiais ligadas à Associação de Futebol da Cidade de Maputo (AFCM) e por comunicados de clubes e dirigentes desportivos. 


Filipe Budula dedicou grande parte da sua vida ao futebol moçambicano, deixando uma marca profunda enquanto jogador, dirigente e presidente de uma das estruturas mais importantes do futebol distrital em Moçambique.


Antes de transitar para a administração desportiva, Budula foi jogador no 1º de Maio de Maputo, clube tradicional que o projetou nos relvados antes de enveredar pela carreira de dirigente. 


A ligação de Budula à AFCM iniciou-se em 2005, quando passou a integrar os órgãos sociais da instituição. Ao longo dos anos desempenhou várias funções de relevo: foi vogal, secretário-geral, vice-presidente e, finalmente, presidente da AFCM. Exerceu a presidência entre 2013 e 2017, sucedendo a Vítor Miguel e antecedendo Amílcar Jossub no cargo. 


Durante o seu mandato à frente da associação, Budula foi um dos arquitectos de várias iniciativas de desenvolvimento do futebol urbano em Maputo, procurando consolidar a organização das competições distritais e o fortalecimento de clubes integrantes nas ligas nacionais e provinciais. A sua abordagem valorizava o papel do futebol como espaço de inclusão social e de promoção de talentos locais.


Além destas funções institucionais, Budula ocupou também postos de liderança técnica no seio da AFCM, incluindo a presidência do Conselho Técnico da associação nos últimos anos, evidenciando a sua permanência activa nos destinos da entidade mesmo após deixar a presidência executiva. 


O falecimento de Budula foi recebido com consternação por dirigentes, treinadores, atletas e adeptos, muitos dos quais sublinharam o contributo do malogrado para a consolidação do futebol na capital moçambicana e para a formação de gerações de jogadores e oficiais de equipa. 


Os pormenores sobre o velório e funeral ainda não foram tornados públicos pelas autoridades familiares, mas espera-se que nos próximos dias as entidades desportivas promovam cerimónias de homenagem póstuma, em reconhecimento do legado deixado por um dos mais dedicados dirigentes da história do futebol de Maputo.


A redacção do Não Ouvi Dizer expressa as suas mais sentidas condolências à família, amigos, clubes e parceiros desportivos afectados por esta perda irreparável no seio do futebol moçambicano.

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