O Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Mito Albino, apelou aos quadros do sector, a todos os níveis, para reforçarem a monitoria permanente da queda de chuvas e do decurso da campanha agrária 2025/26, de modo a garantir intervenções oportunas sempre que a situação o exigir.
O pronunciamento foi feito esta quinta-feira, 08 de Janeiro de 2026, durante a reunião nacional de balanço das acções de monitoria em curso, um encontro que teve como principal objectivo avaliar o impacto da época chuvosa e o ponto de situação da actual campanha agrária em todo o país.
Na ocasião, Roberto Albino sublinhou que o sucesso da campanha depende, em grande medida, da capacidade dos serviços de acompanharem, em tempo real, a evolução das chuvas, o comportamento das culturas e o nível de execução das metas planificadas. Defendeu, por isso, uma postura proactiva dos técnicos, centrada na recolha e actualização contínua de dados.
O governante destacou a necessidade de intensificar a mobilização dos produtores para a lavoura das áreas planificadas, frisando que o alcance das metas estabelecidas exige um esforço coordenado entre os serviços centrais, provinciais, distritais e os próprios produtores. Neste contexto, insistiu na importância de dados fiáveis e actualizados sobre a área planificada, lavrada e semeada, bem como sobre o estado fenológico das culturas.
“Tradicionalmente estamos preocupados com o relatório final, mas é agora que temos de agir. Ainda vamos a tempo de intervir e corrigir o que for necessário. Falar da campanha agrária em Março ou Abril é tarde demais; nessa altura, resta apenas esperar pelos resultados”, afirmou Roberto Albino. Acrescentou que uma nova reunião de balanço está prevista para o final do mês de Fevereiro, com vista à actualização da informação e à prevenção de surpresas indesejáveis no fim da campanha.
No domínio da resposta a eventos extremos, o Ministro assegurou que o Governo, através do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) e de outros parceiros, poderá accionar mecanismos de emergência para assistir os produtores de pequena escala afectados por inundações, nomeadamente com sementes e outros insumos agrícolas. Contudo, advertiu que estas intervenções devem ser bem enquadradas, para não desvirtuarem a abordagem normal de implementação da campanha agrária.
Nesse sentido, defendeu que o primeiro recurso deve ser o reforço da proximidade dos agrodealers aos produtores, garantindo não só o acesso atempado, mas também a qualidade dos insumos disponibilizados no mercado.
Roberto Albino abordou igualmente a necessidade urgente de se fazer um levantamento exaustivo do parque de máquinas existente nos distritos, incluindo tractores, implementos agrícolas e motobombas, tanto os operacionais como os avariados. O objectivo, explicou, é criar condições para a sua recuperação e colocação ao serviço dos produtores.
“Se tivermos informação clara sobre as marcas e o estado das máquinas, podemos convidar os agentes dessas marcas para, em conjunto, implementarmos um programa nacional de recuperação do parque de máquinas. Antes de adquirir novas máquinas, devemos pôr a funcionar as que já existem, muitas das quais estão paradas por problemas menores”, afirmou o Ministro, num tom directo.
No encerramento da reunião, o governante lançou ainda um desafio à sua equipa para iniciar a concepção de um programa nacional de premiação dos melhores produtores nas áreas da agricultura, pecuária e aquacultura, aos níveis distrital, provincial e nacional. A iniciativa deverá igualmente distinguir extensionistas que se destaquem na transferência de tecnologias, inovação e no combate à fome, como forma de valorizar o mérito, incentivar boas práticas e reforçar o compromisso com a segurança alimentar e nutricional do país.



