ASSALTOS À MÃO ARMADA: DETIDO FALSO AGENTE DO SERNIC NA MATOLA


A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve, no Município da Matola, província de Maputo, um indivíduo acusado de se fazer passar por agente do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), supostamente envolvido numa série de assaltos à mão armada registados naquela autarquia.


De acordo com informações avançadas por fontes policiais e divulgadas por órgãos locais, o suspeito actuava integrado numa quadrilha composta por três elementos, com idades compreendidas entre 26 e 32 anos. Os três indivíduos encontram-se actualmente sob custódia policial, recolhidos na 11.ª Esquadra da PRM, enquanto decorrem diligências para o esclarecimento cabal do caso.


Segundo as autoridades, para conferir aparência de legalidade às suas acções criminosas, o principal suspeito utilizava fardamento semelhante ao da Polícia, exibindo ainda uma carteira profissional falsificada do SERNIC, além de portar um objecto em formato de pistola, usado para intimidar as vítimas durante as incursões.


O modus operandi consistia em abordar cidadãos ou estabelecimentos comerciais sob o pretexto de supostas operações policiais, acabando por efectuar roubos com recurso à ameaça armada. Este tipo de actuação levanta preocupações acrescidas, por explorar a confiança pública nas instituições responsáveis pela manutenção da ordem e segurança.


Durante a operação que culminou com a neutralização do grupo, a PRM apreendeu uma viatura do tipo mini-bus, alegadamente utilizada no transporte dos bens subtraídos durante os assaltos. A Polícia acredita que o meio de transporte facilitava a mobilidade da quadrilha e permitia o rápido escoamento dos produtos roubados.


Casos envolvendo indivíduos que simulam pertencer às forças de defesa e segurança não são inéditos no país. Autoridades moçambicanas têm vindo a alertar para esquemas semelhantes, nos quais cidadãos são enganados ou coagidos por falsos agentes, o que reforça a necessidade de vigilância por parte da população e de acções coordenadas de combate à criminalidade organizada. Episódios anteriores mostram que denúncias públicas têm sido determinantes para a detenção de suspeitos que se fazem passar por membros do SERNIC ou da PRM. 


Fontes ligadas à PRM indicam que decorrem investigações para apurar a eventual existência de outros integrantes da rede criminosa, bem como para determinar a origem do fardamento, dos documentos falsificados e do equipamento utilizado pelo grupo.


Entretanto, os três detidos deverão ser presentes às autoridades judiciais para a aplicação das medidas de coacção cabíveis, podendo responder pelos crimes de roubo agravado, associação criminosa, usurpação de funções públicas e posse de instrumentos destinados à prática de ilícitos.


A PRM apela à população para denunciar qualquer tentativa de abordagem suspeita por indivíduos que aleguem pertencer às forças policiais, recomendando que, em situações de dúvida, os cidadãos confirmem a identidade dos agentes junto das esquadras mais próximas.


O Serviço Nacional de Investigação Criminal, enquanto órgão público vocacionado para a investigação e combate à criminalidade, tem reiterado a importância da colaboração comunitária como instrumento essencial para a prevenção e neutralização de redes criminosas no país. 

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