TRÊS DETIDOS EM MORRUMBALA POR ASSASSINATO E DECAPITAÇÃO DE IDOSO
Três indivíduos encontram-se sob custódia da Polícia da República de Moçambique (PRM) no distrito de Morrumbala, província da Zambézia, indiciados no crime de assassinato e posterior decapitação de um idoso com mais de 60 anos de idade, num caso que está a chocar a população local.
A informação foi tornada pública pela porta-voz do Comando Provincial da PRM na Zambézia, Belarmina Henriques, durante um briefing com jornalistas realizado recentemente. Segundo a responsável, os suspeitos já confessaram a prática do crime durante os primeiros interrogatórios conduzidos pelas autoridades.
De acordo com a polícia, os indiciados alegam ter sido aliciados por um indivíduo cuja identidade dizem não conhecer. Este terá prometido pagar cerca de 400 mil meticais em troca da cabeça da vítima. Os suspeitos afirmaram que o alegado mandante acreditava que pessoas calvas possuem mercúrio na região da cabeça, crença supersticiosa frequentemente associada a rituais de suposto enriquecimento fácil.
Segundo explicou Belarmina Henriques, tudo indica que o homicídio foi motivado por interesses ligados ao enriquecimento ilícito, fenómeno que, de forma esporádica, continua a manifestar-se em algumas comunidades, associado a práticas supersticiosas.
Após o crime, os suspeitos tentaram ocultar o corpo, mas acabaram por ser localizados e detidos graças a informações fornecidas pela população e ao trabalho operativo das autoridades.
A porta-voz da PRM garantiu que decorrem diligências com vista à identificação e captura do alegado mandante, considerado peça-chave para o esclarecimento completo do caso e para a sua responsabilização criminal.
Entretanto, as autoridades reforçam o apelo à população para denunciar prontamente qualquer actividade suspeita, sobretudo situações relacionadas com práticas supersticiosas que colocam vidas humanas em risco.
Casos de violência associados a crenças desta natureza têm sido alvo de forte condenação por parte das autoridades e de organizações da sociedade civil, que defendem maior sensibilização comunitária para travar este tipo de crimes.
A polícia assegura que continuará a intensificar acções de investigação e de educação cívica nas comunidades, com o objectivo de prevenir actos de violência motivados por superstição e proteger a vida humana.

