Três indivíduos de 24, 27 e 32 anos de idade encontram-se sob custódia do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), indiciados no crime de posse e tentativa de comercialização ilegal de pontas de marfim, na cidade da Beira, província de Sofala.
Segundo o porta-voz do SERNIC em Sofala, Alfeu Sitoe, os suspeitos foram neutralizados em flagrante delito no momento em que pretendiam vender quatro pontas de marfim, numa operação desencadeada após uma denúncia apresentada por cidadãos.
De acordo com a fonte, as autoridades iniciaram um trabalho de investigação que permitiu localizar os indivíduos e montar uma acção de intercepção na capital provincial. A operação culminou com a detenção dos suspeitos e a apreensão do marfim que estava prestes a ser introduzido no circuito ilegal de comercialização.
Durante o interrogatório preliminar, conduzido pelas equipas de investigação criminal, os três detidos confessaram que pretendiam vender as quatro pontas de marfim pelo valor global de 300 mil meticais.
O SERNIC explica que este tipo de crime está geralmente associado à caça furtiva de elefantes e integra redes ilegais de tráfico de produtos da fauna bravia, actividade proibida pela legislação moçambicana e considerada uma ameaça à conservação da biodiversidade. As autoridades têm vindo a intensificar operações para travar o comércio ilegal de marfim e outros recursos faunísticos protegidos.
Entretanto, diligências continuam em curso para apurar a proveniência das pontas de marfim e identificar possíveis outros envolvidos no esquema de tráfico.
Os três cidadãos deverão ser presentes ao Ministério Público para os procedimentos legais subsequentes, podendo responder criminalmente por crimes contra a fauna bravia e comércio ilegal de espécies protegidas por lei.
