A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve, no distrito de Bilene, província de Gaza, um indivíduo de 35 anos de idade, indiciado de chefiar uma rede criminosa de alta periculosidade com raio de acção estendido às províncias de Gaza, Inhambane e Maputo.
De acordo com as autoridades policiais citadas pela TV SUCESSO, o detido faz parte de um grupo constituído por pelo menos oito indivíduos especializado em roubos com recurso a armas de fogo. As vítimas preferenciais da quadrilha eram residências de agentes económicos locais e prestadores de serviços de transferência e comércio de moeda electrónica.
Confissão Parcial e Origem do Armamento
Submetido a interrogatório preliminar pelas autoridades de investigação criminal, o suspeito assumiu o envolvimento directo na execução de diversos assaltos que culminaram no roubo de avultadas somas em dinheiro. Contudo, o indiciado rejeitou a autoria de outros delictos conexos que constam do dossier de investigação instaurado pela polícia.
Em declarações prestadas às autoridades, o detido revelou detalhes sobre o modus operandi e a logística do grupo, afirmando que o armamento utilizado nas incursões criminosas foi contrabandeado a partir da vizinha República da África do Sul.
O elemento mais gravoso do depoimento incide sobre o fornecimento de munições: o suspeito alegou que os projécteis eram disponibilizados por um membro em efectivo serviço na PRM afecto ao distrito de Bilene.
Investigação Interna e Busca aos Fuga-Lhes
Perante as graves acusações que envolvem a estrutura policial local, o comando da PRM garantiu a abertura imediata de um processo de averiguações internas para apurar a veracidade da denúncia. A corporação assegura que, a confirmar-se o envolvimento do agente na cadeia de suprimento de munições à quadrilha, ser-lhe-ão aplicadas as devidas sanções disciplinares e a responsabilização criminal nos termos do Código Penal em vigor.
As operações policiais prosseguem no terreno com o objectivo de identificar, localizar e neutralizar os restantes sete membros do grupo que se encontram a monte, de modo a restituir o sentimento de segurança às comunidades e aos agentes económicos da região sul do país.


