A presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Meque, destacou a exposição de Moçambique aos fenómenos climáticos extremos como uma das razões para a realização, em Maputo, da Conferência Internacional sobre Redução do Risco de Desastres e Resiliência em África.
Na intervenção de abertura do encontro, a responsável afirmou que Moçambique acolheu a conferência por conhecer, na prática, os custos humanos, sociais e económicos associados à falta de prevenção e gestão adequada dos riscos de desastres.
Segundo os dados apresentados na ocasião, entre 2019 e 2025, o país foi atingido por oito ciclones tropicais de categoria igual ou superior a três, além de cheias de grande magnitude nas bacias dos rios Limpopo e Licungo e períodos prolongados de seca na região Sul.
A conferência reuniu cerca de 500 participantes, entre representantes governamentais, membros da comunidade humanitária, parceiros de cooperação e profissionais ligados à gestão do risco de desastres. O encontro contou igualmente com a participação de cerca de 100 representantes de cinco comités locais de gestão e redução do risco de desastres da Cidade e Província de Maputo.
Luísa Meque destacou a importância do apoio financeiro e técnico dos parceiros para a concretização da iniciativa, que pretende promover a partilha de experiências e o debate sobre mecanismos de financiamento e estratégias de reforço da resiliência no continente africano.
A realização do encontro em Moçambique coloca em evidência os desafios enfrentados pelos países africanos expostos a fenómenos meteorológicos extremos e a necessidade de fortalecer a cooperação regional e internacional para reduzir os seus impactos.
A conferência constitui, neste contexto, uma oportunidade para discutir soluções que permitam melhorar a preparação das comunidades, reforçar a prevenção e assegurar respostas mais eficazes perante futuras emergências climáticas.