MÉDICOS PROLONGAM GREVE E DENUNCIAM IMUNDÍCIE NAS UNIDADES SANITÁRIAS


 

Desde os tempos mais remotos até os dias atuais é comum um doente ir a uma unidade sanitária, receber receita médica e ser recomendado para adquirir medicamentos numa farmácia privada. Por esta e outras razões, os profissionais de saúde estão desde o passado mês de julho a reivindicar diante do governo melhorias dos serviços de saúde no país.

 Mas, afinal, o que está por detrás da greve dos médicos?

o Presidente da Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM), Anselmo Muchave, disse que a greve visa impulsionar o governo a trazer melhorias no setor, e, explica que os mesmos querem melhores condições de trabalho, desde a disponibilidade de medicamentos, ambulâncias devidamente equipadas, entre outros serviços que vão beneficiar a população que, no seu entender, nunca teve bons cuidados de saúde nas unidades sanitárias.

Muchave, vai mais longe ao exigir que altas individualidades e quadros do governo sejam usuários dos serviços de saúde pública e não podem recorrer aos hospitais e clínicas privadas como tem acontecido, denunciando ainda casos de pacientes que fogem das unidades sanitárias devido às péssimas condições de logística, refeições inadequadas para o consumo humano, bem como maus tratos vividos constantemente sem nenhuma intervenção do governo.

Deste modo, o representante dos profissionais de Saúde considera imunda a qualidade das refeições servidas aos doentes no setor público e entende tratar-se de “comida para animais”, sendo assim, por esta e outras razões exige que sejam criadas as mesmas condições existentes nas clínicas e hospitais privados no país.

Estes pronunciamentos foram feitos pelo Presidente da Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique, Anselmo Muchave, na noite do passado domingo (20/08), onde revelou igualmente que a população tem vandalizado algumas unidades sanitárias ao longo do país, com destaque para o Hospital Provincial da Matola, porém, sem explicar o motivo da fúria, apelou para que não se opte pela violência, lançando a culpa ao governo devido ao não cumprimento de acordos, facto que motiva a ausência dos profissionais de saúde nos seus postos de trabalho para atender aos doentes e aliado a isso revelou ainda que a greve vai continuar por mais 21 dias prorrogáveis, em todo o país.

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