O Conselho Municipal Txunou Maputo até ficar com cofres vazios e já contabiliza uma dívida de cerca de 160 Milhões de Meticais das facturas processadas de Fevereiro a Dezembro de 2023. A situação fez com que uma das três empresas contratadas paralisasse as actividades, deixando boa parte da cidade cheia de lixo e algumas rodovias parcialmente intransitáveis.
A Edilidade da capital do país admite não ter dinheiro para pagar as dívidas com as empresas prestadoras de serviço de recolha de resíduos sólidos, mas garante que está a mobilizar recursos financeiros adicionais para pagar a dívida e melhorar o serviço.
Através de um comunicado de imprensa, reconhece que houve interrupção da actividade de recolha de lixo em alguns pontos devido às dívidas e “esforça-se” em mobilizar o dinheiro para suprir as dívidas e permitir a retoma deste serviço na Urbe.
O Município começou a registar incapacidade financeira para a liquidação imediata das facturas submetidas pelos provedores do serviço, o que levou à acumulação de dívidas em montantes elevadíssimos, sobretudo com duas das empresas contratadas.
Consciente dos problemas que a falta de pagamento atempado causa às empresas contratadas para o serviço, o Conselho Municipal da cidade de Maputo diz estar a seguir um plano de gestão financeira que todos os meses prioriza pagamentos parcelares a estas empresas, chegando, algumas vezes, a sacrificar actividades consideradas importantes.
Apesar do esforço, o fosso entre os pagamentos efectuados e a dívida acumulada tem estado a crescer continuamente, gerando um ambiente de crispação entre o Município e os gestores das empresas contratadas. Esta situação agrava-se particularmente sempre que se aproxima a quadra festiva, levando a ameaças frequentes de paralisação dos serviços.