UDS torna-se o primeiro clube a somar 12 vitórias consecutivas na história do Moçambola.
A União Desportiva do Songo (UDS) vive o melhor momento da sua história recente. O clube de Tete acaba de estabelecer um novo recorde no Moçambola 2025, ao alcançar 12 vitórias consecutivas, feito inédito na principal prova do futebol moçambicano desde a sua criação.
Este marco consolida a posição da UDS como líder isolado do campeonato, num percurso de excelência marcado por disciplina tática, eficácia ofensiva e consistência defensiva. Sob o comando do treinador Chiquinho Conde, a equipa tem demonstrado uma maturidade competitiva rara no futebol nacional, aliando a experiência de jogadores veteranos à energia de jovens talentos que emergem com personalidade.
Com um plantel equilibrado e bem estruturado, a UDS tem mantido um futebol de posse e intensidade. O médio Haquim Amade, maestro do meio-campo, tem sido peça central na construção ofensiva, enquanto o avançado Maninho Zimba desponta como um dos melhores marcadores do campeonato, com golos decisivos em jogos-chave.
A defesa, liderada pelo capitão Nelson Divrassone, soma apenas sete golos sofridos em toda a sequência vitoriosa, estatística que demonstra o rigor táctico e a coesão do sector recuado.
A impressionante sequência começou na 5.ª jornada, com uma vitória por 2–0 sobre o Costa do Sol, e desde então o clube não mais conheceu o sabor da derrota. Seguiram-se triunfos sobre adversários directos como Ferroviário da Beira (3–1) e Black Bulls (1–0), consolidando uma trajectória de respeito e confiança.
A 12.ª vitória, alcançada este fim-de-semana frente ao Ferroviário de Nampula por 2–1, foi a consagração de um ciclo quase perfeito, com os adeptos a celebrarem nas bancadas como se fosse o próprio título.
Desde a sua fundação em 1982, a União Desportiva do Songo, clube ligado à Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), tem-se afirmado como um dos símbolos de profissionalismo e estabilidade no futebol moçambicano. Campeã nacional em 2017, 2018, 2020 e 2022, a UDS volta a demonstrar que é um projecto de longo prazo, sustentado por boa gestão, investimento contínuo e aposta em formação.
Com esta sequência histórica, o clube de Tete não só se aproxima do título nacional, como também reforça as ambições de representar Moçambique nas competições africanas com uma postura renovada. O técnico Conde já deixou claro: “Queremos mais do que recordes. Queremos deixar um legado e elevar o nome do futebol moçambicano no continente.”
Em síntese:
Diga-se, A UD Songo não está apenas a vencer partidas, está igualmente a construir uma narrativa de hegemonia e identidade no Moçambola. Com 12 vitórias consecutivas e um futebol convincente, o clube de Songo entra para a história como exemplo de trabalho, visão e mérito desportivo.

