Alcança resultados notáveis na melhoria das condições habitacionais dos residentes.



 Esta foto, tirada em 29 de Outubro de 2025, mostra uma casa de banho (à esquerda) e uma cozinha após a renovação numa residência no distrito de Yangpu, em Xangai, leste da China.

Durante décadas, Xangai enfrentou um desafio profundamente pessoal para muitos moradores: a humilde bacia de retrete. Os espaços habitacionais apertados, situados em labirínticas ruas estreitas, transformavam até as necessidades humanas mais básicas numa luta diária. No início da década de 1990, a área habitacional per capita em Xangai era, em média, de apenas 6,6 metros quadrados. Esta situação era agravada pelo desenho arquitectónico da maioria das residências tradicionais Shikumen, que careciam de instalações sanitárias privadas. Como resultado, ruas inteiras partilhavam frequentemente apenas uma casa de banho pública.

Para melhorar as condições de vida dos moradores locais, Xangai iniciou, em 1992, um projecto de reabilitação de bairros antigos. Após três décadas de trabalho árduo, até ao final de Setembro deste ano, Xangai completou em grande parte a sua missão de eliminar as últimas “casas de banho transportadas à mão”, uma tarefa monumental que visava os 14.082 agregados familiares identificados apenas no ano passado. O esforço de várias décadas para eliminar a bacia de retrete conta a história de uma governação urbana persistente e detalhada na cidade mais populosa da China. (Xinhua/Chen Haoming)

PEQUIM, 24 de Novembro (Xinhua) — A China tem registado resultados notáveis na melhoria das condições habitacionais dos seus residentes desde o 18.º Congresso Nacional do Partido Comunista da China, em 2012, afirmou um responsável no mais recente episódio do China Economic Roundtable, um programa de debate multimédia da Agência de Notícias Xinhua.

Para enfrentar as dificuldades habitacionais da população, foram realizados, nos últimos anos, projectos de renovação de bairros degradados, casas em ruína, antigas comunidades residenciais urbanas e aldeias urbanas em todo o país, disse Pan Wei, funcionário do Ministério da Habitação e do Desenvolvimento Urbano-Rural.

Desde 2012, a China construiu mais de 68 milhões de unidades de habitação acessível e de realojamento, permitindo que mais de 170 milhões de pessoas com dificuldades habitacionais realizassem o sonho de ter uma casa estável. Além disso, foram renovadas mais de 300 mil comunidades residenciais antigas, beneficiando mais de 130 milhões de residentes urbanos, segundo Pan.

Foi estabelecido um sistema de segurança habitacional em múltiplos níveis para diversos grupos, como famílias que vivem com subsídios mínimos, novos residentes urbanos e jovens, acrescentou Pan, sublinhando que os projectos de renovação têm contado com apoio político, incluindo incentivos fiscais, empréstimos financeiros, planeamento do uso da terra e subsídios do governo central.

Enviar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem