A Embaixada da República de Moçambique em Portugal acolhe, entre os dias 25 e 28 de Novembro, uma brigada técnica do Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, com a missão de facilitar o acesso a serviços de registos civis e processos de nacionalidade para a comunidade moçambicana radicada naquele país. A iniciativa nasce da premissa de que nenhum cidadão deve sentir-se distante do seu Estado apenas por viver fora das fronteiras nacionais.
Esta presença, que dispensa os deslocamentos longos e custos geralmente associados a tratativas documentais, concentra-se na atribuição de nacionalidade moçambicana a indivíduos nascidos e registados em Portugal, e na validação ou actualização de registos de nascimento que ainda carecem de regularização.
A primeira fase do atendimento decorre nos dias 25 e 26, no Sector Consular da Embaixada, em Lisboa, enquanto a etapa seguinte avança para o Porto, entre os dias 27 e 28, no Consulado-Geral de Moçambique.
Para muitas famílias, especialmente filhos de moçambicanos que cresceram em solo português, este processo representa mais do que um documento: é um vínculo formal às suas raízes, identidade e história. A acção, enquadrada no esforço de reforço da protecção consular, mostra que a máquina do Estado pode — e deve — deslocar-se em direcção ao cidadão quando o mar e a distância geográfica se interpõem.
O Governo de Moçambique reafirma, assim, o compromisso de tornar os serviços públicos mais inclusivos, rápidos e próximos das comunidades na diáspora. Afinal, ser moçambicano não depende apenas da geografia; depende também da garantia de direitos, do acesso à documentação e do reconhecimento da pertença onde quer que o cidadão viva.
Para quem reside fora, este tipo de iniciativa vale ouro. Aproxima, resolve pendências antigas e fortalece laços que o tempo não apaga.


