O Provedor de Justiça, Isaque Chande, manifestou profunda preocupação com o aumento da criminalidade registado nos últimos meses em diversas regiões do país, com destaque para as cidades de Maputo e Matola, onde têm ocorrido casos de extrema violência.
Segundo Chande, o cenário é alarmante e exige respostas imediatas das autoridades competentes e da sociedade em geral, uma vez que “o direito à segurança é um pilar fundamental da convivência social e da confiança dos cidadãos nas instituições do Estado”.
Nos últimos tempos, o país tem assistido a uma crescente onda de criminalidade, caracterizada por assaltos à mão armada, baleamentos de agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM), bem como raptos e sequestros de empresários. Tais actos, segundo o Provedor, “colocam em causa o sentimento de segurança pública e fragilizam o tecido social”.
Para além da criminalidade, Isaque Chande mostrou-se igualmente apreensivo com o número crescente de acidentes de viação que continuam a ceifar vidas e a deixar dezenas de feridos em várias estradas do território nacional. O Provedor apelou a todos os condutores e peões para o respeito rigoroso do Código da Estrada e das normas básicas de civismo rodoviário.
“É urgente que cada cidadão assuma a sua quota de responsabilidade na construção de uma sociedade mais segura e pacífica. A prevenção deve começar em casa, nas escolas, nas estradas e nas instituições públicas”, enfatizou o Provedor de Justiça.
Isaque Chande sublinhou ainda a necessidade de reforçar a actuação das forças de ordem e segurança, dotando-as de meios adequados para responder com eficácia aos desafios impostos pela criminalidade moderna, sem descurar o respeito pelos direitos humanos.
Durante a apresentação do informe anual na Assembleia da República, nesta quarta-feira (05/11), o Provedor de Justiça reafirmou o compromisso da sua instituição em continuar a acompanhar de perto a situação e a dialogar com as autoridades competentes, no sentido de encontrar soluções sustentáveis para o restabelecimento da ordem, segurança e confiança no país.
