Face a mudanças profundas, inéditas em um século, o despertar do Sul Global e o crescimento da sua cooperação tornaram-se parte indispensável do panorama internacional, com a cooperação China-África no centro.
Em 2015, 2018 e 2021, a China anunciou, sucessivamente, no âmbito do Fórum de Cooperação China-África (FOCAC), a implementação dos 10 planos de cooperação, das oito iniciativas principais e dos nove programas, delineando uma folha de rota para a cooperação China-África.
Citando um provérbio africano — “Se quiseres ir rápido, vai sozinho; se quiseres ir longe, vai acompanhado” —, Lyu Yansong, editor-chefe da Agência de Notícias Xinhua, instou os media e os centros de reflexão a aproveitarem a conferência como oportunidade para construir consensos, reforçar a solidariedade e a colaboração, e criar, em conjunto, um futuro melhor, no seu discurso de abertura.
Ao intervir no evento, o embaixador da China na África do Sul, Wu Peng, partilhou três palavras-chave sobre a cooperação China-África: parceria, pragmatismo e perspectivas.
“A China está pronta para trabalhar com os países africanos na implementação dos resultados da Cimeira de Pequim do FOCAC, expandir ainda mais a cooperação de ganhos partilhados em todos os domínios e acelerar a modernização comum da China e de África”, afirmou Wu.
Sublinhando que a relação entre África e China evoluiu ao longo de décadas de solidariedade, respeito mútuo e aspirações comuns de desenvolvimento, Leslie Richer, directora de informação e comunicação da União Africana, afirmou que África trabalhará com a China e outros parceiros do Sul Global para fazer ouvir mais fortemente a sua voz, promovendo narrativas mais equilibradas através de uma cooperação mais estreita entre media e centros de pesquisa.
O evento contou com o lançamento da rede conjunta de comunicação do Sul Global, “Unidos em Coração, Caminho e Acção — Plano de Acção de Empoderamento da Parceria China-África 2026”, destinada a reforçar melhor o desenvolvimento partilhado entre a China e África.
Aplaudindo o progresso da relação África-China, Jonathan Titus-Williams, vice-ministro do Planeamento e Desenvolvimento Económico da Serra Leoa, afirmou que a parceria tem sido, desde há muito, caracterizada por solidariedade e propósito comum, assente no respeito mútuo, na igualdade e na aspiração colectiva por um mundo justo e pacífico.
Enquanto anfitriã permanente da Exposição Económica e Comercial China-África, a província chinesa de Hunan tem envidado grandes esforços, nos últimos anos, para promover a cooperação em vários domínios, como agricultura, energia verde e cadeias industriais, em colaboração com parceiros africanos.
Reconhecendo a exposição como uma iniciativa importante no âmbito dos principais planos de acção do FOCAC, Shen Yumou, director do departamento provincial do comércio de Hunan, afirmou que a província tem procurado reforçar a cooperação China-África, focando-se na construção de seis grandes centros dedicados ao comércio de produtos não-recursos, ao comércio electrónico transfronteiriço, ao desenvolvimento industrial, à cooperação financeira, à logística e à promoção comercial, para servir como um polo estratégico das relações económicas China-África.