PROMOVER UMA GOVERNAÇÃO INCLUSIVA


Na conferência, o Instituto Xinhua, um centro de reflexão afiliado à Agência de Notícias Xinhua, lançou um relatório intitulado
“Construir em Conjunto um Novo Modelo de Liderança Global — Trabalhar Juntos em Prol de um Sistema de Governação Global Mais Justo e Racional.”

O relatório sustenta que o mundo enfrenta um défice de liderança global, reflectido no fracasso da paz, no desequilíbrio do desenvolvimento e na discórdia entre civilizações. Defende um “novo modelo de liderança global”, que não emane de um único país, bloco ou organização internacional, mas que represente uma liderança multilateral — uma sinergia construída pela comunidade internacional em resposta activa aos desafios globais.

Recordando a Iniciativa de Governação Global apresentada pela China na Cimeira de Tianjin da Organização de Cooperação de Xangai, em Setembro, Lyu afirmou: “Vamos pôr a iniciativa em prática e moldar em conjunto uma ordem internacional justa e equitativa.”

Sublinhou que os media e os centros de pesquisa da China e de África devem expor de forma abrangente as soluções do Sul Global para impulsionar a reforma do sistema de governação global e demonstrar a força do Sul Global, reflectida na solidariedade e cooperação dos países em desenvolvimento.

As observações do editor-chefe da Xinhua ressoaram fortemente entre os participantes.

“A Tunísia e muitos países africanos são parceiros-chave da Iniciativa de Governação Global e apoiam a aspiração da China por uma ordem mundial mais justa e equitativa”, afirmou Najeh Missaoui, presidente e director-executivo da Agência Tunis África Notícias.

Salientando o papel dos media na promoção da governação partilhada, Missaoui observou que os media deixaram de ser apenas ferramentas de divulgação de notícias ou de partilha de informação; tornaram-se uma força poderosa de influência cultural — moldando a opinião pública, contribuindo para a tomada de decisões e promovendo o diálogo e a compreensão mútua entre os povos.

De modo semelhante, Ismaila Ceesay, ministro da Informação da Gâmbia, afirmou que acredita-se que o futuro da governação global deve ser inclusivo, multipolar e reflectir a rica diversidade da experiência humana.

“O apoio da China na promoção de formação, transferência de tecnologia e desenvolvimento de infra-estruturas no panorama mediático africano é uma contribuição valiosa para esse objectivo”, acrescentou. 

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