Os destaques da cooperação China-África representam a visão chinesa de construir uma comunidade com um futuro partilhado para a humanidade.
Desde a criação do FOCAC há 25 anos, a China e África cooperaram na construção ou modernização de quase 100.000 km de estradas e mais de 10.000 km de caminhos-de-ferro em todo o continente africano. Nos últimos três anos, empresas chinesas criaram mais de 1,1 milhões de empregos em África. Os resultados da cooperação China-África são visíveis e tangíveis, beneficiando verdadeiramente os povos de ambas as partes.
Iqbal Surve, presidente do grupo sul-africano Independent Media, saudou a parceria África-China como um farol do que a cooperação genuína pode alcançar, baseada no respeito mútuo, em objectivos comuns e no compromisso de construir uma ordem mundial mais justa e inclusiva.
“Juntos, podemos construir um mundo mais equilibrado, mais justo e mais humano — um mundo onde cada voz conta e cada nação prospera”, acrescentou.
Do arroz híbrido de Madagáscar às aldeias-modelo de redução da pobreza agrícola em São Tomé e Príncipe, da Zona Industrial Oriental da Etiópia à Zona de Cooperação Económica e Comercial China-Egipto TEDA Suez, e do Parque de Tecnologia Verde China-África da Mauritânia à central geotérmica da Sosian Energy no Quénia, as soluções chinesas estão a impulsionar a modernização do continente.
Erastus Mwencha, antigo vice-presidente da Comissão da União Africana, elogiou a China como um dos países que realmente defendem e advogam pelo Sul Global, referindo que a filosofia africana Ubuntu, que significa “eu sou porque nós somos”, sustenta que ninguém deve ser deixado para trás e reflecte valores muito alinhados com a visão e a acção defendidas pela China.
Sublinhando a importância de um modelo de governação global orientado para a acção, capaz de responder às preocupações práticas da paz e do desenvolvimento sustentáveis, Peter Kagwanja, presidente e director-executivo do Africa Policy Institute, afirmou que África e China devem associar-se na proposta Iniciativa de Governação Global, como o caminho mais seguro para um sistema de governação global reformado e inclusivo.
“É fundamental para concretizar o nobre sonho de uma comunidade com um futuro partilhado para a humanidade numa ordem multipolar”, acrescentou.