O Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) passou a contar, a partir desta sexta-feira, com uma nova direcção, numa altura em que a instituição enfrenta um dos momentos mais delicados da sua história recente, marcado por alegações de corrupção envolvendo antigos gestores.
Trata-se de Fernanda Camba, empossada no cargo de directora-geral, substituindo Joaquim Siuta, recentemente detido juntamente com outros quadros da instituição, sob suspeitas de envolvimento em práticas ilícitas relacionadas com a gestão de fundos públicos.
A cerimónia de tomada de posse foi dirigida pela Ministra do Trabalho, Género e Acção Social, Ivete Alane, que, na ocasião, destacou a necessidade urgente de restaurar a credibilidade do sistema de segurança social, sublinhando que o INSS deve voltar a ser uma entidade de confiança para trabalhadores e empregadores.
No mesmo acto, foram igualmente empossados vários quadros para funções estratégicas no Ministério e em instituições tuteladas, numa tentativa de reforçar a máquina administrativa e melhorar a capacidade de resposta do sector laboral e social.
Entre os nomeados destacam-se:
Manuel Machanguane, como novo Director Nacional do Trabalho
Custódia Zita, como Directora Nacional Adjunta de Planificação e Cooperação
Lino Mondlane, membro do Conselho de Gestão da COMAL, em representação da Confederação das Associações Económicas de Moçambique
Elias Mondlane, igualmente membro do Conselho de Gestão da COMAL pela CTA
Joaquim Chacate, membro do mesmo órgão em representação da Organização dos Trabalhadores de Moçambique
Desafio: limpar a casa e recuperar confiança
A nomeação de Fernanda Camba surge num contexto de forte pressão pública e institucional. O INSS, que gere contribuições de milhares de trabalhadores e empresas, tem um papel crítico na protecção social — e qualquer falha na sua integridade tem impacto directo na vida de muita gente.

