Matola — O Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, desvalorizou as enchentes registadas na recém-inaugurada estrada que liga os bairros de Boquisso e Intaka, no município da Matola, considerando-as um fenómeno normal face à precipitação intensa que se fez sentir na região.
Falando à imprensa, Matlombe esclareceu que a obra ainda se encontra numa fase de consolidação técnica e que o empreiteiro responsável permanece no terreno a executar intervenções correctivas, sobretudo no que respeita às valas de drenagem e outros elementos estruturais que carecem de ajustes.
Segundo o governante, a chuva que caiu no fim de semana imediatamente após a inauguração da infraestrutura acabou por funcionar como um verdadeiro teste de resistência da via, permitindo identificar fragilidades que, em condições normais, só seriam detectadas com o uso contínuo da estrada.
“Quando há excesso de precipitação numa determinada zona, o essencial é avaliar a capacidade de evasão da água por parte da infraestrutura. As enchentes não são algo fora do normal. Servem, inclusive, para aferirmos onde é preciso intervir”, afirmou Matlombe.
A estrada Boquisso–Intaka foi inaugurada no sábado, dia 20, e tem uma extensão aproximada de 6,7 quilómetros. A infraestrutura está avaliada em cerca de 8,7 milhões de dólares norte-americanos eefoi concebida a fim de melhorar a mobilidade urbana, reduzir o tempo de deslocação entre os dois bairros e impulsionar a actividade económica local, bem como permitir acesso aos demais pontos das província e cidade de Maputo.
No entanto, um dia após a inauguração, a chuva que caiu de forma intensa, frz com que ficasse notável o resultado final do esforço colectivo entre o empreiteiro e o Governo, após o alagamento de vários troços da via, dificultando a circulação de viaturas e gerando forte indignação entre os munícipes, que passaram a questionar a qualidade da obra e a eficácia do sistema de drenagem.
Para muitos residentes, o cenário vivido levantou dúvidas sobre a durabilidade da estrada e a capacidade do projecto em responder aos desafios climáticos cada vez mais frequentes na região sul do país.
Em resposta às críticas, o Ministro foi categórico ao afirmar que o Governo está atento às preocupações da população e que todas as irregularidades detectadas serão corrigidas antes da recepção definitiva da obra.
“A estrada não foi abandonada. O empreiteiro continua no local, a trabalhar. O objectivo é garantir que a infraestrutura responda adequadamente às condições reais do terreno e do clima”, assegurou.
As autoridades garantem que, concluídas as correcções em curso, a estrada Boquisso–Intaka irá oferecer melhores condições de transitabilidade, mesmo em períodos de chuvas intensas, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dos munícipes da Matola.


