PRIMEIRA-MINISTRA DEFENDE PREVENÇÃO REFORÇADA E RESPONSABILIDADE COLECTIVA NO COMBATE AO HIV/SIDA


 A Primeira-Ministra, Benvinda Levi, apelou, esta Segunda-feira, 1 de Dezembro, a uma mobilização nacional mais firme e responsável no enfrentamento ao HIV/SIDA, durante a cerimónia central alusiva ao Dia Mundial de Luta contra o HIV/SIDA, realizada no Centro de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo.


A governante recordou que nenhum progresso será sólido se cada cidadão não assumir o seu papel na prevenção. Sublinhou que a resposta ao HIV não se esgota nos serviços de saúde: “A prevenção começa na informação, na responsabilidade individual e colectiva e na capacidade de agir antes que seja tarde.” Para Levi, o país só avançará se comunidades, famílias, instituições públicas e privadas trabalharem como um corpo unido, sem esperar que a solução venha apenas do Estado.


A ocasião marcou também o lançamento oficial do Dezembro Vermelho, mês dedicado à intensificação das acções de sensibilização, testagem, combate ao estigma e promoção do tratamento. A Primeira-Ministra realçou que esta iniciativa “não é apenas uma efeméride, mas um apelo à acção para protegermos vidas e fortalecer­mos a resposta nacional.”


Sob o lema “Superando as Crises, Transformar a Resposta ao HIV e SIDA”, Levi reforçou a necessidade de uma abordagem resiliente e inovadora que garanta inclusão, eficácia e capacidade de alcançar todos, sem excepção.


No mesmo evento, o Ministro da Saúde, Ussene Isse, colocou o dedo na ferida: o combate ao HIV exige investimento sério e constante. Na sua intervenção, afirmou que “investir na saúde não é um gasto, é um investimento estratégico”, defendendo que o bem-estar da população influencia directamente a produtividade e, por consequência, o desenvolvimento económico.


Isse apontou que reforçar a resposta ao HIV implica expandir e melhorar os serviços, garantir medicamentos, proteger grupos vulneráveis e fortalecer as comunidades. Sublinhou ainda que nenhum sistema de saúde vence sozinho: “A prevenção começa nas comunidades, nas famílias e nos comportamentos de cada um de nós.”


A cerimónia trouxe momentos de reflexão sobre os avanços alcançados ao longo dos anos, mas também sobre os desafios que persistem. O encontro culminou com a renovação de compromissos entre o Governo, parceiros de cooperação e sociedade civil, reforçando a determinação colectiva em acelerar o controlo da epidemia.

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