Uma mulher de nacionalidade moçambicana encontra-se detida desde a última sexta-feira, na cidade de Chimoio, província de Manica, por estar na posse de 19 caixas de medicamentos roubados, avaliados em cerca de 42 milhões de meticais.
Segundo confirmou o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), em Manica, os fármacos apreendidos fazem parte de um lote recentemente furtado do Armazém Central da Machava, na cidade de Maputo, uma infra-estrutura estratégica para o abastecimento do Sistema Nacional de Saúde.
A detenção da suspeita ocorreu no âmbito de uma operação de seguimento desencadeada pelo SERNIC, na sequência do roubo registado na Machava, que levantou sérias preocupações devido ao elevado valor dos medicamentos e ao impacto directo que o seu desvio pode causar no atendimento médico à população.
Já sob custódia das autoridades, a mulher declarou que os medicamentos pertencem ao seu marido, de nacionalidade malawiana, que se encontra actualmente no Malawi. A suspeita afirmou ainda desconhecer a proveniência ilícita dos fármacos, alegando não saber que se tratava de “medicamentos quentes”. Como se costuma dizer na rua: ninguém compra peixe podre sem sentir o cheiro, mas a investigação é que vai separar a conversa dos factos.
O SERNIC garante que as investigações prosseguem, com vista à identificação e neutralização de outros indivíduos envolvidos neste esquema de roubo, transporte e comercialização ilícita de medicamentos, que poderá estender-se para além das fronteiras nacionais.
As autoridades reiteram que o combate ao desvio de medicamentos é uma prioridade, por se tratar de bens essenciais à vida e à saúde dos cidadãos, apelando à colaboração da população na denúncia de práticas ilícitas. O recado é simples e directo: quem mexe com a saúde pública, mais cedo ou mais tarde, acaba sentado no banco dos réus.
