A Iniciativa de Desenvolvimento Global concentra-se nas necessidades comuns de desenvolvimento da humanidade e aborda directamente os desafios reais do desenvolvimento.
A Iniciativa de Segurança Global dedica-se a eliminar as causas profundas dos conflitos internacionais e a melhorar a governação global da segurança.
A Iniciativa de Civilização Global oferece um enquadramento para que os países sigam caminhos de modernização ancorados nas suas próprias tradições, mantendo-se abertos à sabedoria partilhada da humanidade.
A Iniciativa de Governação Global apela à observância da igualdade soberana, atacando directamente as insuficiências de um sistema em que “alguns poucos países dão as cartas”.
PEQUIM, 21 de Dezembro (Xinhua) — Quando os historiadores do futuro olharem para a transformação global sem precedentes do nosso século e procurarem compreender a lógica subjacente à evolução das relações internacionais, reconhecerão certamente o 1 de Setembro de 2025 como um momento decisivo — a data em que o Presidente chinês, Xi Jinping, propôs a Iniciativa de Governação Global (IGG).
Antes disso, Pequim já havia avançado com uma série de grandes iniciativas globais: a Iniciativa de Desenvolvimento Global (IDG) em 2021, a Iniciativa de Segurança Global (ISG) em 2022 e a Iniciativa de Civilização Global (ICG) em 2023. Em conjunto com a IGG, estas iniciativas constituem um quadro holístico para a construção conjunta de uma comunidade com um futuro partilhado para a humanidade.
Cada iniciativa aborda um pilar fundamental da cooperação global: a IDG procura lançar as bases materiais; a ISG foi concebida para salvaguardar a estabilidade; a ICG visa promover o entendimento partilhado; e a IGG pretende fornecer a arquitectura institucional. Como observou o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, as quatro iniciativas globais propostas pela China “são totalmente compatíveis com a Carta das Nações Unidas”. Muitos países também as encaram como soluções pragmáticas e construtivas para os desafios globais contemporâneos.
Apesar disso, o mundo continua fragmentado, num contexto de crescente incerteza e turbulência. Enquanto alguns defendem o diálogo e a cooperação, outros persistem no unilateralismo e na política de blocos, agravando crises antigas e criando novos riscos.
O desenvolvimento global permanece frágil, marcado pelo alargamento das disparidades entre o Norte e o Sul e agravado por crises energéticas e alimentares sobrepostas. Em todo o mundo, mais de mil milhões de pessoas continuam a viver em pobreza extrema. A segurança está a deteriorar-se, com conflitos armados a atingirem níveis inéditos no pós-guerra, aumento do número de deslocados e maior recurso a sanções e práticas de intimidação por parte de determinados países.
Entretanto, o discurso do “choque de civilizações” parece sobrepor-se ao intercâmbio entre elas, enquanto a governação global é enfraquecida por retiradas de tratados internacionais, práticas de desvinculação económica e pela expansão de barreiras que minam a justiça e a igualdade, sobretudo para o Sul Global.
Esta realidade sombria sublinha a pertinência e a actualidade das quatro iniciativas globais, evidenciando ainda mais a necessidade de construir consensos internacionais e reforçar a solidariedade.
UM APELO AO DESENVOLVIMENTO PARTILHADO
Como tem sublinhado Xi Jinping, o desenvolvimento detém a chave mestra para a resolução de todos os problemas. A Iniciativa de Desenvolvimento Global centra-se nas necessidades comuns de desenvolvimento da humanidade, está estreitamente alinhada com a Agenda 2030 das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável e responde directamente aos desafios reais no domínio do desenvolvimento global. Esta iniciativa contribui com sabedoria e soluções chinesas para impulsionar conjuntamente o desenvolvimento global rumo a uma nova etapa de crescimento equilibrado, coordenado e inclusivo.
Dez anos depois, a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável encontra-se estagnada. Dos seus 169 objectivos específicos, apenas cerca de 35 por cento estão no caminho certo, enquanto quase metade avança demasiado lentamente e 18 por cento registaram retrocessos.
À escala global, o desenvolvimento está a recuar em áreas-chave. A pobreza extrema aumentou pela primeira vez em duas décadas, com a metade mais pobre da humanidade a deter apenas 2 por cento da riqueza mundial. Cerca de 2,6 mil milhões de pessoas continuam sem acesso à Internet, e o défice de financiamento para que os países em desenvolvimento se adaptem às mudanças climáticas continua a aumentar.
Além disso, guerras e conflitos empurraram 140 milhões de pessoas para a insegurança alimentar aguda, enquanto sanções unilaterais continuam a afectar severamente os meios de subsistência de milhares de milhões de pessoas.
Estes factos alarmantes expõem falhas estruturais profundas no desenvolvimento global. Alguns países desenvolvidos têm priorizado interesses geopolíticos em detrimento da cooperação, explorando recursos destinados ao desenvolvimento através de sanções, desvinculação económica e cortes na ajuda. Ao fazê-lo, traíram o consenso universal de que o direito ao desenvolvimento é um direito humano inalienável.
Uma estrutura desequilibrada de governação global tem, desde há muito, colocado os países em desenvolvimento em desvantagem na definição das regras internacionais, enquanto bloqueios tecnológicos e barreiras comerciais continuam a alargar o fosso do desenvolvimento.
Entretanto, os mecanismos de cooperação multilateral são cada vez mais fragilizados por acções unilaterais, o que resulta numa grave escassez de bens públicos globais e na falta de respostas internacionais coordenadas. Estes problemas não só aumentaram o risco de fracasso da Agenda 2030, como também evidenciaram a necessidade urgente de medidas direccionadas para enfrentar os desafios do desenvolvimento global.
A Iniciativa de Desenvolvimento Global (IDG), proposta neste momento crucial, conquistou grande aceitação internacional ao romper com o paradigma ultrapassado em que as grandes potências dominam e as nações mais pequenas são forçadas à dependência. A iniciativa promove igualmente a acção colectiva com base na igualdade e numa abordagem sistemática, assegurando que todos os participantes se tornem beneficiários do desenvolvimento.
Enquanto promotora activa da iniciativa, a China tem-se orientado pelos “Seis Princípios” e apoia-se em plataformas como a Iniciativa Cinturão e Rota, o Fundo de Desenvolvimento Global e Cooperação Sul-Sul, o Banco Asiático de Investimento em Infra-estruturas e o Novo Banco de Desenvolvimento, para reforçar a cooperação internacional para o desenvolvimento.
O Centro de Demonstração de Tecnologia Agrícola China–África implementa o modelo de “ensinar a pescar”, o que resultou num aumento médio de 30 a 60 por cento na produtividade das culturas locais. A iniciativa já beneficiou mais de um milhão de agricultores, constituindo uma manifestação concreta do conceito de desenvolvimento com prioridade às pessoas.
A Linha Férrea China–Laos transformou o Laos de um país sem acesso ao mar num importante corredor de ligação terrestre, reduzindo os custos logísticos em mais de 30 por cento e criando mais de 100 mil postos de trabalho. Paralelamente, os centros conjuntos de inovação tecnológica China–Brasil reforçaram a protecção ecológica e alargaram o acesso à energia limpa a comunidades remotas, promovendo um crescimento inclusivo, orientado pela inovação, e a harmonia entre o ser humano e a natureza.
Para além de conferir um forte impulso à Agenda 2030, a Iniciativa de Desenvolvimento Global (IDG) está a revolucionar e a redefinir os conceitos de desenvolvimento à escala mundial. O seu avanço teórico reside em libertar-se da dependência dos modelos convencionais de desenvolvimento ocidentais, colocando em primeiro lugar os interesses comuns da humanidade e lançando bases sólidas para a construção de uma comunidade com um futuro partilhado para a humanidade. Para que os dividendos do desenvolvimento cheguem de forma equitativa a mais pessoas em todo o mundo, os países devem ultrapassar interesses estreitos, abraçar as tendências históricas, defender o desenvolvimento comum, salvaguardar a equidade e a justiça e comprometer-se plenamente com uma cooperação de benefício mútuo.
UM NOVO CAMINHO PARA A PAZ E A SEGURANÇA DURADOURAS
O mundo vive hoje o período de maior turbulência e transformação desde o fim da Guerra Fria. Com o agravamento dos défices de paz e segurança, a governação global da segurança enfrenta desafios sérios. A comunidade internacional necessita, com urgência, de visões e abordagens de segurança ajustadas ao espírito do nosso tempo.
A Iniciativa de Segurança Global surgiu como resposta a esta conjuntura, alinhando-se com as mudanças no panorama internacional através do conceito de unidade e enfrentando os desafios de segurança com uma abordagem de ganhos partilhados. A iniciativa dedica-se a eliminar as causas profundas dos conflitos internacionais e a melhorar a governação global da segurança.
Ao revisitar o percurso do desenvolvimento humano, constata-se que a busca de segurança absoluta através da força e a criação de estruturas de segurança exclusivas representam, no fundo, uma expressão da chamada “lei da selva”. A História já demonstrou, repetidas vezes, os seus perigos. As devastações horrendas das duas Guerras Mundiais, bem como a instabilidade regional gerada pela competição hegemónica, tiveram origem na obsessão pela segurança absoluta e na aplicação brutal da lei da selva. As nações que exploram os outros e intimidam os mais fracos acabam, inevitavelmente, por enfrentar um ciclo vicioso de dilemas de segurança ou por ser varridas pelas correntes da História.
Olhando para o presente, esta doutrina rígida de segurança, assente na lei da selva, já se encontra desalinhada com as tendências do nosso tempo. No mundo actual, a globalização económica aprofunda-se, os interesses dos países estão estreitamente interligados e os seus destinos são partilhados. A interconexão, o carácter transnacional e a complexidade das questões de segurança tornam-se cada vez mais evidentes, e nenhum país pode permanecer isolado. As tentativas de violar os objectivos e princípios da Carta das Nações Unidas, ignorar a vontade colectiva da comunidade internacional e procurar unilateralmente uma segurança absoluta representam movimentos contra a corrente da História.
Como tem salientado Xi Jinping, a mentalidade da Guerra Fria apenas destrói o quadro da paz global; o hegemonismo e a política de poder apenas colocam em perigo a paz mundial; e a confrontação de blocos apenas agrava os desafios de segurança do século XXI. Esta observação fundamental oferece uma compreensão profunda das causas de fundo do actual dilema da segurança global.
A Iniciativa de Segurança Global (ISG) assenta em “seis compromissos”, a saber: compromisso com a visão de uma segurança comum, abrangente, cooperativa e sustentável; respeito pela soberania e integridade territorial de todos os países; observância dos objectivos e princípios da Carta das Nações Unidas; consideração séria das legítimas preocupações de segurança de todos os Estados; resolução pacífica das divergências e litígios entre países por via do diálogo e da concertação; e manutenção da segurança tanto nos domínios tradicionais como nos não tradicionais.
No domínio da segurança tradicional, a China tem promovido activamente soluções políticas para os focos de tensão internacionais e é o maior contribuinte de efectivos para as operações de manutenção da paz entre os membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Nos domínios da segurança não tradicional, a China tem participado e, em muitos casos, liderado a cooperação multilateral no combate ao terrorismo, ao tráfico de drogas e na segurança da saúde pública. Tem igualmente levado a cabo numerosos programas de assistência humanitária, enfrentando ameaças globais emergentes através da cooperação.
No âmbito da cooperação regional em matéria de segurança, a China tem recorrido a plataformas como a Organização de Cooperação de Xangai e a Conferência sobre Interacção e Medidas de Confiança na Ásia, contribuindo de forma consistente para a estabilidade regional. Comprometida com a construção de uma arquitectura de segurança mais equilibrada, eficaz e sustentável, a China, em conjunto com outros países, está a trilhar um novo caminho de segurança assente no diálogo em vez da confrontação, na parceria em vez das alianças, e na cooperação de benefício mútuo em vez de resultados de soma zero.
Quando o multilateralismo se tornar a característica definidora da governação global da segurança e a concertação em pé de igualdade passar a ser a escolha comum de todos os países para lidar com as preocupações de segurança, a humanidade seguirá, com toda a certeza, um caminho luminoso rumo à paz duradoura e à segurança universal. A maré da paz e do desenvolvimento está destinada a avançar de forma irreversível.
UM RECONHECIMENTO DA DIVERSIDADE CIVILIZACIONAL
Actualmente, alguns países prosseguem políticas de unilateralismo e proteccionismo, agarrando-se às teorias do “choque de civilizações” e da “superioridade civilizacional”.
Quando o afastamento entre civilizações, as fricções culturais e as confrontações de valores alimentam tensões e conflitos entre nações, desencadeia-se, regra geral, uma série de problemas — desde o alargamento das desigualdades de desenvolvimento e o enfraquecimento das regras internacionais até ao aumento da desordem na governação global.
Em resposta a estes desafios prementes, a Iniciativa de Civilização Global oferece uma base cultural comum para que os países enfrentem, em conjunto, as suas dificuldades partilhadas.
“O mundo em que vivemos é diverso e colorido. A diversidade faz da civilização humana aquilo que ela é e fornece uma fonte constante de vitalidade e força motriz para o desenvolvimento mundial”, afirmou Xi Jinping. Esta afirmação de grande relevância fornece orientações claras para responder às questões sobre como diferentes civilizações devem coexistir e para onde caminha a civilização humana.
A Iniciativa de Civilização Global (ICG) pode ser sintetizada em quatro princípios comuns: respeitar a diversidade das civilizações; defender os valores comuns da humanidade; valorizar a herança e a inovação das civilizações; e reforçar os intercâmbios e a cooperação entre os povos.
Ao confrontar equívocos e preconceitos, esta iniciativa promove a igualdade, a aprendizagem mútua, o diálogo e a acomodação recíproca entre civilizações. Opõe-se igualmente à arrogância cultural e procura criar plataformas de diálogo em pé de igualdade, permitindo que diferentes civilizações aprofundem o seu entendimento mútuo e avancem através do intercâmbio e da aprendizagem recíproca.
A China nutre um profundo respeito pela diversidade civilizacional e tem vindo a impulsionar intercâmbios cada vez mais profundos e substantivos entre civilizações. O país iniciou e apoiou plataformas multilaterais de diálogo, incluindo a Conferência sobre o Diálogo das Civilizações Asiáticas, o Fórum de Liangzhu, a Conferência Mundial dos Clássicos e a Reunião Ministerial do Diálogo Global das Civilizações. Além disso, a China contribuiu para a construção de consensos na 78.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, que culminaram na instituição do Dia Internacional do Diálogo entre Civilizações. Em Junho de 2025, a China acolheu com êxito o primeiro evento global que assinalou o Dia Internacional do Diálogo entre Civilizações.
A China tem igualmente alargado o diálogo sobre governação e desenvolvimento através de mecanismos como a Reunião de Alto Nível do Partido Comunista da China em Diálogo com Partidos Políticos do Mundo, o Diálogo de Alto Nível sobre Desenvolvimento Global, o Diálogo China–União Europeia sobre Direitos Humanos e a Mesa Redonda China–América Latina sobre Direitos Humanos.
Para além disso, a China assinou acordos de cooperação com mais de 100 países em áreas como cultura, património cultural e turismo, e tem impulsionado a cooperação em arqueologia conjunta, protecção do património mundial e tradução mútua de obras clássicas, salvaguardando as suas próprias raízes culturais e, ao mesmo tempo, contribuindo para a preservação do património comum da humanidade.
Num mundo cada vez mais interligado, a coexistência, os intercâmbios e a aprendizagem mútua entre civilizações são essenciais para promover a modernização global e enriquecer o mosaico diverso da civilização mundial. A Iniciativa de Civilização Global oferece um enquadramento para que os países sigam caminhos de modernização ancorados nas suas próprias tradições, mantendo-se abertos à sabedoria partilhada da humanidade.
UMA EXPERIÊNCIA OUSADA PARA UMA MELHOR GOVERNAÇÃO GLOBAL
Alguns países permanecem presos à crença ultrapassada de que “a força faz o direito”. A sua mentalidade e práticas hegemónicas têm travado a reforma das regras globais, enfraquecendo a capacidade colectiva do mundo para agir perante um sistema de governação global ineficaz. Como a exploração de recursos dos fundos marinhos, o uso comercial das rotas marítimas polares, a definição dos direitos sobre recursos do espaço exterior e os fluxos transfronteiriços de dados — estão a emergir rapidamente, enquanto as regras internacionais correspondentes continuam, em grande medida, ausentes ou fragmentadas.
Ao mesmo tempo, alguns países ocidentais, apoiando-se em vantagens históricas, dominam as principais instituições multilaterais da governação económica e financeira global. Em contraste, os países do Sul Global, que representam mais de 80 por cento da população mundial e mais de 40 por cento da produção económica global, continuam sub-representados nas organizações internacionais, vendo as suas legítimas preocupações pouco eficazmente atendidas.
Além disso, certos países contornam ou exercem pressão sobre os mecanismos multilaterais, recorrendo a retiradas e sanções, o que aprofunda ainda mais a fragmentação da governação global. Este enfraquecimento contínuo da eficácia da governação resultou numa oferta insuficiente de bens públicos globais, deixando a resposta a muitos desafios mundiais presa a longos processos de deliberação sem decisão e a decisões sem implementação.
“Os países do mundo são como passageiros a bordo do mesmo navio, que partilham o mesmo destino. Para que o navio atravesse a tempestade e navegue rumo a um futuro luminoso, todos os passageiros devem remar juntos. A ideia de atirar alguém ao mar é simplesmente inaceitável”, afirmou Xi Jinping. Com esta metáfora expressiva, Xi sublinha a visão de uma comunidade com um futuro partilhado para a humanidade, traçando um rumo para o aperfeiçoamento do sistema de governação global e para a promoção do desenvolvimento comum da humanidade.
A Iniciativa de Governação Global (IGG) procura responder a este défice de governação. Defende a observância do princípio da igualdade soberana, atacando directamente as insuficiências de um sistema em que “alguns poucos países dão as cartas”, e afirma que o destino do mundo deve ser moldado colectivamente por todos os povos. Independentemente da sua dimensão, força ou nível de desenvolvimento, todos os países são membros iguais da comunidade internacional, com o direito de participar na governação global.
A iniciativa apela ao respeito pelo Estado de Direito internacional, sublinhando que as regras internacionais devem ser formuladas conjuntamente pela comunidade internacional e não monopolizadas por um número restrito de países. Defende regras que evoluam com o tempo, tendo em conta os diferentes estágios de desenvolvimento e os interesses legítimos dos países.
Apela à prática do multilateralismo, através da defesa dos objectivos e princípios da Carta das Nações Unidas, do reforço do papel central dos mecanismos multilaterais, da oposição à política de blocos e à confrontação de campos, e da promoção de um sistema de governação global mais coordenado e eficaz.
A iniciativa promove uma abordagem centrada nas pessoas, enfatizando que o objectivo último da governação global é melhorar o bem-estar de todos os povos. Procura enfrentar as questões mais directamente ligadas à vida das pessoas, como o emprego, a educação e a saúde, para que os resultados da governação sejam partilhados de forma mais ampla e equitativa por todos.
Foca-se igualmente na acção concreta, dando prioridade à obtenção de resultados tangíveis da IGG, e encoraja os países a transformar consensos em acções, enfrentando os desafios da governação através de uma cooperação pragmática. Estes cinco pilares reforçam-se mutuamente, delineando um quadro claro para a reforma do sistema de governação global.
Enquanto guardiã da ordem internacional e fornecedora de bens públicos globais, a China tem vindo a impulsionar a reforma da governação global através de acções concretas, alcançando progressos tangíveis.
A China participa activamente na governação ecológica global. Implementou de forma plena e eficaz o Acordo de Paris e o Quadro Global de Biodiversidade de Kunming–Montreal, anunciou a sua meta de Contribuições Nacionalmente Determinadas para 2035 e propôs a criação de uma Parceria Global de Cooperação em Energia Limpa.
A China está igualmente profundamente envolvida na formulação de regras de governação digital. Apresentou a Iniciativa Global para a Segurança dos Dados, a Iniciativa Global para a Governação da Inteligência Artificial e a Iniciativa Global de Cooperação sobre Fluxos Transfronteiriços de Dados, trabalhando para melhorar e aperfeiçoar o quadro de governação digital, de modo a que a inovação tecnológica não se transforme “num jogo reservado aos países ricos e aos mais abastados”.
Em resposta aos persistentes desequilíbrios de poder, a China promove reformas há muito necessárias nas principais instituições multilaterais da governação económica e financeira global, apoiando os países em desenvolvimento no reforço das suas vozes e da sua representatividade. Paralelamente, impulsiona a expansão de mecanismos de cooperação como os BRICS e a Organização de Cooperação de Xangai, e fomenta plataformas de cooperação Sul–Sul, incluindo o Fórum de Cooperação China–África e o Fórum China–CELAC, injectando nova vitalidade no redesenho do panorama da governação global.
Em consonância com as exigências da coordenação multilateral, a China apoia firmemente o papel central das Nações Unidas. Reforçou o investimento no Fundo China–ONU para a Paz e o Desenvolvimento e tem vindo a avançar de forma constante na cooperação correlata. Além disso, juntamente com mais de 30 países, a China contribuiu para a criação da Organização Internacional para a Mediação, com sede em Hong Kong, promovendo a manutenção da paz e da estabilidade globais através do Estado de Direito.
As quatro iniciativas globais propostas por Xi Jinping trouxeram a tão necessária estabilidade e previsibilidade a um mundo em transformação. Por meio de esforços sistemáticos, coerentes e pragmáticos, a China demonstrou que o seu desenvolvimento é inseparável do progresso do mundo em geral, reforçando-o de forma mútua.
Guiada pela visão de uma comunidade com um futuro partilhado para a humanidade, a China continuará a trabalhar com todos os países, utilizando as quatro iniciativas globais como um quadro unificador para enfrentar os desafios globais, reforçar a governação mundial e construir um mundo caracterizado por paz duradoura, segurança universal, prosperidade partilhada, abertura e inclusão, e sustentabilidade ecológica.









