Um agente de segurança privada, de 33 anos de idade, encontra-se detido na província de Tete, acusado de ter protagonizado um roubo numa ferragem de venda de material de construção, localizada na cidade da Beira, província de Sofala, local onde exercia funções de vigilância.
Segundo informações confirmadas pelas autoridades policiais, o suspeito aproveitou-se da confiança que lhe era depositada enquanto responsável pela segurança do estabelecimento para subtrair uma mochila que continha elevadas somas em dinheiro. Em vez de proteger o património da empresa, o agente terá planeado e executado o furto, colocando-se de imediato em fuga após consumar o acto.
Na sequência da ocorrência, a Polícia da República de Moçambique desencadeou diligências que culminaram com a localização e detenção do indivíduo no distrito de Mutarara, na província de Tete. Durante a operação, a PRM recuperou diversos valores e documentos financeiros que estavam na posse do acusado.
De acordo com a polícia, foram apreendidos 581.360,00 meticais em numerário, nove cheques bancários avaliados em 1.099.850,00 meticais, bem como 72 talões de depósito bancário, indícios considerados relevantes para a instrução do processo criminal.
Confrontado com as provas, o suspeito confessou a autoria do crime, assumindo que agiu sozinho. O agente declarou estar arrependido e reconheceu que traiu a confiança da entidade patronal, comprometendo não apenas a imagem da empresa, mas também a credibilidade da actividade de segurança privada.
A Polícia da República de Moçambique esclareceu que o caso já segue os trâmites legais e que o detido será presente ao Ministério Público para a sua responsabilização criminal. As autoridades sublinham que ninguém está acima da lei e alertam que agentes de segurança envolvidos em práticas ilícitas serão tratados como qualquer outro cidadão infractor.
O episódio levanta novamente preocupações sobre a ética e a selecção de pessoal no sector da segurança privada, num contexto em que estas empresas desempenham um papel cada vez mais relevante na protecção de bens e pessoas no país.



