O Governo de Moçambique intensifica as acções de resposta humanitária no quadro da época chuvosa em curso, assegurando protecção, acomodação e assistência às populações afectadas pelas cheias e inundações nas províncias de Gaza e Maputo, bem como na Cidade de Maputo. Dados oficiais indicam que estão actualmente em funcionamento 60 centros de acomodação, que acolhem mais de 55 mil cidadãos desalojados, com apoio social, alimentar e sanitário garantido.
Na província de Gaza encontram-se activos 14 centros de acomodação, que albergam 38.164 pessoas. A Cidade de Maputo conta com 19 centros, onde estão acolhidas 4.011 pessoas, enquanto a província de Maputo dispõe de 27 centros, prestando assistência a 13.347 cidadãos. No conjunto, estas estruturas reflectem um esforço coordenado do Executivo para assegurar condições mínimas de segurança, saúde e dignidade às famílias afectadas.
Até ao momento, as chuvas intensas impactaram 594.681 pessoas nas províncias de Gaza e Maputo e na Cidade de Maputo, das quais 330.390 na província de Gaza e 264.291 na província e na Cidade de Maputo. Face à dimensão da emergência, o Governo, através do Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE), mantém a mobilização de recursos humanos, materiais e logísticos para uma resposta célere e eficaz no terreno.
O ministro da Administração Estatal e Função Pública, Inocêncio Impissa, destacou o empenho do Governo e dos parceiros nacionais e internacionais nas operações de busca, resgate e salvamento, bem como na assistência contínua às populações acolhidas. Para reforçar a capacidade de intervenção, estão mobilizados 14 embarcações, seis helicópteros e quatro aeronaves, assegurando apoio logístico e resposta rápida nas zonas mais afectadas.
No domínio da mobilidade, e com vista a garantir a circulação de pessoas e bens essenciais, a transportadora aérea de bandeira nacional introduziu dois voos diários no trajecto Xai-Xai–Maputo–Xai-Xai, medida que poderá ser ajustada em função da procura e da evolução das condições no terreno.
O Governo sublinha, igualmente, a importância da colaboração das comunidades, considerada determinante para o sucesso das evacuações preventivas, sobretudo nas zonas de maior risco. As autoridades reiteram o apelo para que os cidadãos se mantenham atentos às informações oficiais e cumpram rigorosamente as orientações das entidades competentes, como forma de salvaguardar vidas e reduzir os impactos das cheias.
Fontes oficiais asseguram que a monitorização da situação prossegue, com prioridade para o reforço da assistência humanitária, a reposição gradual de serviços essenciais e a avaliação contínua dos danos, numa actuação articulada entre o Governo, parceiros humanitários e autoridades locais.


