Uma jovem de 19 anos de idade encontra-se sob custódia da Polícia da República de Moçambique (PRM), no distrito de Chókwè, província de Gaza, indiciada no roubo de um recém-nascido no Hospital Rural local. O caso, de elevada gravidade e impacto social, envolve ainda dois técnicos de saúde daquela unidade sanitária, suspeitos de colaboração directa na execução do crime.
Segundo informações confirmadas pelas autoridades policiais à estação televisiva Miramar, o incidente ocorreu no passado domingo, nas instalações da maternidade do Hospital Rural de Chókwè. A jovem terá conseguido aceder ao interior da enfermaria fazendo-se passar por acompanhante de uma parturiente, numa altura em que os mecanismos de controlo de acessos se encontravam fragilizados.
De acordo com as investigações preliminares, a suspeita aguardou o momento em que a mãe do bebé adormeceu para, de forma sorrateira, subtrair a criança e abandonar o local sem levantar suspeitas. As autoridades indicam que a acção contou com a facilitação de dois profissionais de saúde afectos à maternidade, os quais, para além de permitirem a circulação irregular da jovem, terão posteriormente auxiliado no registo do nascimento da criança em nome da própria infractora.
O alerta foi dado minutos depois pela progenitora do recém-nascido, ao despertar e aperceber-se da ausência do bebé. A denúncia imediata levou à mobilização célere da PRM, que desencadeou diligências no interior e nos arredores da cidade de Chókwè. Como resultado da pronta intervenção policial, a criança foi localizada e recuperada por volta das 14 horas do mesmo dia, sendo devolvida à mãe em perfeitas condições de saúde.
No decurso do primeiro interrogatório, a jovem detida tentou sustentar que o bebé lhe pertencia, alegando ter efectuado um parto domiciliário. No entanto, confrontada com provas materiais e contradições no seu depoimento, acabou por confessar a autoria do crime, assumindo igualmente o envolvimento dos técnicos de saúde na materialização do plano.
O Sector da Saúde na província de Gaza confirmou oficialmente a ocorrência, garantindo que o recém-nascido se encontra clinicamente estável e fora de perigo. A direcção do Hospital Rural de Chókwè esclareceu, entretanto, que a responsabilização criminal dos profissionais implicados está a cargo das autoridades policiais e do Ministério Público, estando a unidade disponível para colaborar com a investigação.
Em reacção ao sucedido, a direcção do hospital anunciou o reforço imediato e rigoroso das medidas de segurança, incluindo maior controlo de acessos às enfermarias, restrições à permanência de acompanhantes e revisão dos procedimentos internos, com vista a evitar a repetição de actos que colocam em causa a confiança da população no Sistema Nacional de Saúde.
O caso continua sob investigação, enquanto a jovem e os técnicos de saúde envolvidos aguardam os trâmites legais subsequentes.
