Uma situação insólita e polémica marcou um voo das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) com destino à cidade de Tete, após um passageiro ter sido obrigado a desembarcar da aeronave no Aeroporto Internacional da Beira, na sequência de um desentendimento com a tripulação relacionado com o serviço de bordo.
De acordo com relatos recolhidos no local, o incidente ocorreu depois de o passageiro receber, como lanche, um pacote de pipocas do tipo chips simba, o que terá provocado indignação por parte do cidadão, que considerou a refeição inadequada face ao elevado custo do bilhete. O passageiro alegou ainda que havia saído de casa por volta das 4 horas da madrugada para conseguir cumprir o horário da viagem, encontrando-se em jejum prolongado.
Fontes próximas indicam que o voo fazia escala na cidade da Beira quando o descontentamento se intensificou, com o passageiro a manifestar verbalmente a sua insatisfação, alegando fome e falta de consideração por parte da companhia aérea. A situação terá gerado algum clima de tensão no interior da aeronave, interpretado pela tripulação como acto de agitação.
Perante o cenário, a tripulação em serviço — que, segundo testemunhas, aparentava não ser de nacionalidade moçambicana — decidiu accionar os procedimentos de segurança e solicitou a retirada do passageiro do avião. O cidadão foi conduzido ao posto policial do Aeroporto Internacional da Beira, onde demonstrou profunda indignação, afirmando ter sido tratado de forma humilhante e desproporcional.
Apesar do ocorrido, a aeronave prosseguiu normalmente a viagem com destino à cidade de Tete, deixando o passageiro por terra, sem que, até ao momento, tenham sido tornadas públicas informações sobre eventual reacomodação ou compensação por parte da LAM.
O caso está a gerar reacções nas redes sociais, com vários cidadãos a questionarem a política de atendimento ao cliente da companhia de bandeira, sobretudo no que diz respeito ao serviço de bordo e à gestão de reclamações dos passageiros. Até ao fecho desta peça, as Linhas Aéreas de Moçambique ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o incidente.
O episódio reabre o debate sobre a qualidade dos serviços prestados no transporte aéreo nacional, numa altura em que os passageiros exigem mais respeito, transparência e proporcionalidade entre o preço pago e o serviço recebido.
