MORADORES DE ZALALA EXIGEM LIBERTAÇÃO DE CURANDEIRO DETIDO EM QUELIMANE


Moradores da localidade de Zalala, no distrito de Quelimane, manifestam-se contra a detenção de um curandeiro jovem, detido recentemente pelas autoridades sob acusação de desordem pública. A população considera a detenção injusta e exige a sua libertação imediata.


Segundo apurámos junto de fontes locais, na manhã desta segunda-feira, líderes comunitários e representantes das estruturas locais deslocaram-se à cidade de Quelimane para apresentar formalmente a sua reivindicação junto das autoridades competentes. O objectivo foi claro: exigir a libertação do curandeiro, que, segundo a comunidade, estava em Zalala a convite dos próprios moradores para apoiar na resolução de problemas comunitários.


Falando à imprensa, o presidente da AMETRAMO em Zalala afirmou que o jovem não praticava actos de perturbação da ordem pública, nem qualquer tipo de manipulação ligada à chuva, como chegou a circular em alguns comentários informais. “Ele foi chamado para ajudar a comunidade em questões concretas. A sua actuação não teve nada de ilegal. A detenção foi precipitada e injusta”, declarou.


Moradores ouvidos no local relataram que, durante os dois dias em que o curandeiro permaneceu na comunidade, foram registados sinais considerados positivos. Entre eles, a sensibilização da população para o abandono de práticas vistas como nocivas, incluindo rituais de sangue e outras superstições que, segundo os residentes, vinham a gerar conflitos e medo no seio das famílias.


“Não houve confusão, não houve violência. Pelo contrário, vimos pessoas a reflectir e a mudar de comportamento”, contou um dos líderes comunitários, sublinhando que a presença do curandeiro contribuiu para restaurar a harmonia social em Zalala.


A população mantém-se mobilizada e unida, prometendo continuar a pressionar até que o curandeiro seja libertado. Para os moradores, o caso levanta questões mais profundas sobre o respeito pelas práticas tradicionais e a necessidade de diálogo entre as autoridades e as comunidades locais.


Até ao fecho desta peça, as autoridades ainda não se haviam pronunciado oficialmente sobre o caso.

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