Maputo: QUASE 200 MULTAS A “CHAPAS” E APREENSÃO DE MOTORIZADAS MARCAM PRIMEIRO TRIMESTRE


MUNICIPIO DE MAPUTO REFORÇA FISCALIZAÇÃO RODOVIÁRIA: QUASE 200 MULTAS A “CHAPAS” E APREENSÃO DE MOTORIZADAS MARCAM PRIMEIRO TRIMESTRE


O Conselho Municipal de Maputo, através do Pelouro de Mobilidade, Transportes e Trânsito, em coordenação com a Polícia Municipal de Maputo e a Polícia da República de Moçambique, intensificou, no primeiro trimestre de 2026, as acções de fiscalização rodoviária, com enfoque nos transportadores semi-colectivos de passageiros, vulgarmente conhecidos por “chapas”.


De acordo com dados oficiais apresentados esta sexta-feira (27), pelo Comandante da Polícia Municipal de Maputo, António Espada, foram aplicadas 192 multas entre Janeiro e Março, resultantes de diversas infracções às regras de trânsito.


Entre as principais irregularidades detectadas, destaca-se o encurtamento de rotas, prática recorrente que prejudica directamente os utentes e compromete a organização do sistema de transporte urbano. Segundo Espada, trata-se de um comportamento que persiste no terreno e cuja contenção depende, em parte, da denúncia activa dos munícipes. 


No mesmo período, as autoridades apertaram o cerco aos operadores de mototáxi. Em operações conjuntas com a PRM, foram apreendidas 84 motorizadas só nesta semana, por infracções como:

Falta de documentação;

Ausência de capacete de protecção;

Circulação em sentido contrário.


A medida insere-se no esforço de redução da sinistralidade rodoviária, que continua a preocupar as autoridades municipais, sobretudo em zonas de maior densidade populacional.


Outro ponto abordado na conferência de imprensa foi a remoção de viaturas abandonadas e sucatas, que arrancará de forma mais incisiva a partir de 11 de Abril. Segundo o comandante, já se nota uma redução gradual deste tipo de viaturas na via pública, fruto do cumprimento voluntário por parte de alguns proprietários.


As autoridades consideram que estas viaturas, para além de degradarem a imagem da cidade, representam risco à circulação e segurança pública.


No que diz respeito à venda informal, o Conselho Municipal mantém a linha dura, mas com aposta na sensibilização. O apelo é claro: os vendedores devem exercer a sua actividade dentro dos mercados formais, evitando a ocupação desordenada de passeios e estradas.


A Polícia Municipal garante que continuará no terreno, combinando educação cívica com acções coercivas, numa tentativa de equilibrar a necessidade de sobrevivência dos vendedores com a organização do espaço urbano.


Paralelamente, foi lançado um apelo directo aos velocípedes (ciclistas) e demais utentes da via pública para o cumprimento rigoroso das regras de trânsito, como forma de travar o aumento dos acidentes rodoviários na capital.

Enviar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem