A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) tornou pública a situação do processo de licenciamento dos clubes candidatos à edição 2025/26 do Moçambola, através do Comunicado Oficial n.º 030/FMF/D/2026.
O anúncio surge após o encerramento do período de submissão de candidaturas, que decorreu entre 05 de Janeiro e 27 de Fevereiro do corrente ano, marcando mais uma etapa decisiva na preparação da principal prova futebolística nacional.
Clubes já licenciados
De acordo com a FMF, dez clubes cumpriram, até ao momento, todos os requisitos exigidos, tendo-lhes sido concedida a licença para competir no Moçambola. Entre os emblemas confirmados constam:
Associação Black Bulls
Associação Desportiva de Vilankulo
Baía de Pemba FC
Desportos de Chingale (Tete)
Clube Ferroviário de Maputo
Clube Ferroviário de Lichinga
Clube Ferroviário da Beira
Clube Ferroviário de Nacala
Clube Ferroviário de Nampula
Liga Desportiva de Sofala
Estes clubes demonstraram conformidade com os critérios administrativos, financeiros, desportivos e infra-estruturais definidos no regulamento de licenciamento, condição indispensável para a participação na prova.
Processos ainda em avaliação
Por outro lado, quatro formações continuam com os seus processos em fase de análise. Trata-se de:
Associação Desportiva de Pemba
Clube de Desportos da Costa do Sol
Clube de Desportos do Maxaquene
União Desportiva do Songo
Segundo a FMF, estes clubes foram notificados para prestar esclarecimentos adicionais, estando os respectivos dossiês sob reavaliação pelos órgãos competentes.
Licenciamento como filtro de credibilidade
O processo de licenciamento de clubes tem vindo a assumir um papel cada vez mais central no futebol moçambicano. Não é apenas burocracia — é um verdadeiro filtro de seriedade.
A exigência de critérios rigorosos visa garantir maior organização interna, sustentabilidade financeira e melhores condições infra-estruturais, aspectos que historicamente têm condicionado o desenvolvimento do futebol nacional.
Na prática, a FMF procura alinhar o Moçambola com padrões internacionais definidos pela Confederação Africana de Futebol (CAF), reforçando a credibilidade da competição e preparando os clubes para desafios continentais.
Com parte significativa dos clubes já licenciados, o processo entra agora na sua fase final, aguardando-se a decisão sobre os casos pendentes. Só depois desta etapa estará fechado o quadro definitivo de participantes do Moçambola 2025/26.




