PRM recolhe "homens catana" às celas em Maputo


RECOLHIDA ÀS CELAS QUADRILHA DENOMINADA “HOMENS CATANA” EM MAPUTO


Cinco indivíduos encontram-se a contas com a Polícia da República de Moçambique (PRM), após a sua detenção no Posto Policial de George Dimitrov, na cidade de Maputo, indiciados de envolvimento numa rede criminosa dedicada a assaltos à mão armada.


Segundo apurou a nossa redacção junto de fontes policiais, os suspeitos integravam um grupo organizado que vinha actuando em diferentes pontos da capital, recorrendo ao uso de catanas para intimidar as vítimas e facilitar a subtracção de bens, sobretudo telemóveis e valores monetários.


A neutralização do grupo resulta de um trabalho operativo levado a cabo pelas autoridades, na sequência de denúncias e monitoria de movimentações suspeitas nos bairros periféricos. Durante a operação, a polícia apreendeu duas catanas e recuperou diversos telemóveis, alegadamente provenientes de roubos.


Fontes da PRM indicam que parte dos detidos assume a prática dos assaltos, embora rejeite o uso das catanas como instrumento de intimidação, uma versão que contrasta com relatos de vítimas que descrevem ameaças com armas brancas durante as acções criminosas.


Casos envolvendo os chamados “homens catana” têm sido recorrentes em várias cidades do país, caracterizados pelo uso de instrumentos cortantes para amedrontar vítimas e garantir vantagem durante os assaltos. Em situações anteriores, indivíduos detidos em circunstâncias similares também negaram o uso destes objectos para fins criminosos, apesar das evidências recolhidas no terreno .


Entretanto, a PRM assegura que decorrem diligências com vista ao completo esclarecimento do caso, não estando descartada a existência de outros integrantes ainda em fuga. Os detidos deverão ser presentes ao Ministério Público para os devidos trâmites legais.


A corporação reitera o apelo à colaboração da população, denunciando qualquer actividade suspeita, numa altura em que as autoridades reforçam as acções de patrulhamento para travar a onda de criminalidade que tem estado a preocupar os munícipes.

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