Embaixador do Japão visita projecto inovador de combate à malária na Matola


 Hamada Keiji, Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário do Japão em Moçambique, efectuou, no dia 24 de Abril de 2026, uma visita de trabalho ao bairro de Mussumbuluco, no município da Matola, província de Maputo, onde acompanhou de perto a implementação de um projecto inovador de controlo da malária baseado no uso de drones e inteligência artificial.


A iniciativa, que está a ser implementada pela Organização Mundial da Saúde em parceria com o Ministério da Saúde de Moçambique, conta com o financiamento da UNITAID e apoio técnico da empresa japonesa SORA Technology. Trata-se de uma abordagem moderna que visa reforçar as estratégias tradicionais de combate à malária, doença que continua a figurar entre as principais causas de morbimortalidade no país.


Durante a visita, o diplomata japonês fez-se acompanhar por representantes da SORA Technology, incluindo o vice-director executivo, bem como por responsáveis do Programa Global da Malária da OMS, técnicos do Programa Nacional de Controlo da Malária e quadros do sector da saúde ao nível provincial e distrital. A comitiva interagiu igualmente com membros da comunidade local, que têm sido parte activa no processo de implementação do projecto.


No terreno, foram demonstradas as capacidades operacionais dos drones equipados com sistemas de inteligência artificial, capazes de mapear zonas propensas à proliferação de mosquitos transmissores da malária. A tecnologia permite identificar, com elevado grau de precisão, potenciais criadouros, orientando assim intervenções direccionadas, nomeadamente a aplicação de larvicidas.


Segundo dados partilhados pelas autoridades sanitárias, esta metodologia tem vindo a mostrar resultados encorajadores na optimização dos recursos e na redução do tempo de resposta no combate aos focos de transmissão. A utilização de drones evita deslocações extensivas em áreas de difícil acesso, ao mesmo tempo que melhora a eficácia das acções de controlo vectorial.


Na ocasião, Hamada Keiji destacou o compromisso do Japão em continuar a apoiar iniciativas que promovam a inovação tecnológica aplicada à saúde pública em Moçambique, sublinhando que a cooperação bilateral tem vindo a evoluir para soluções mais sustentáveis e orientadas para resultados concretos.


Por sua vez, representantes da Organização Mundial da Saúde consideraram que o projecto em curso na Matola poderá servir de modelo para expansão a outras regiões do país, sobretudo nas zonas com elevada incidência da doença.


Refira-se que a malária continua a ser um dos maiores desafios de saúde pública em Moçambique, afectando sobretudo crianças e mulheres grávidas. Iniciativas como esta, que conjugam tecnologia de ponta com envolvimento comunitário, são vistas como passos decisivos para inverter o actual cenário e acelerar o controlo da doença no território nacional.

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