A província de Maputo deu, esta segunda-feira (06), mais um passo no reforço da inclusão social e valorização das famílias dos combatentes, com a assinatura de um memorando de entendimento que garante o acesso ao ensino superior para filhos e dependentes desta classe.
O acto foi testemunhado por Henriques Bongece, durante uma cerimónia realizada na cidade da Matola, envolvendo o Serviço Provincial dos Combatentes e o Instituto Superior de Gestão e Empreendedorismo Guaza Muthine (ISGEGM).
O acordo estabelece mecanismos de cooperação que visam facilitar o ingresso e a formação técnico-profissional e superior dos descendentes de combatentes, numa iniciativa que se enquadra nos esforços do Governo de promover justiça social e reconhecimento histórico.
Na ocasião, o Director-Geral do ISGEGM, António Monjane, considerou a parceria como um passo natural, tendo em conta o simbolismo da instituição, que carrega o nome de uma figura ligada à luta de libertação. Segundo explicou, o instituto está igualmente a criar condições para reforçar a componente prática dos cursos, permitindo aos estudantes maior contacto com o mercado de trabalho.
Por sua vez, Henriques Bongece sublinhou que o memorando não se limita ao acesso à formação, mas também à criação de condições concretas para que os beneficiários possam concluir os seus estudos com qualidade. O dirigente destacou que a iniciativa abrange tanto combatentes como os seus dependentes, incluindo cursos técnicos e superiores em diversas áreas do saber.
“O Serviço Provincial dos Combatentes tem, entre várias responsabilidades, a missão de garantir a formação dos filhos de combatentes em diferentes domínios científicos, contribuindo assim para o desenvolvimento do país”, afirmou.
Bongece acrescentou ainda que esta cooperação com o ISGEGM surge como resposta à necessidade de elevar o nível de capacitação técnica e profissional desta camada social, reforçando o seu papel activo na economia nacional.
Num discurso com forte carga simbólica, o Secretário de Estado recordou o sacrifício dos combatentes na luta de libertação nacional, defesa da soberania e consolidação da democracia, considerando a iniciativa como um gesto de reconhecimento institucional.
Ao mesmo tempo, lançou um apelo às restantes instituições de ensino, tanto públicas como privadas, para que adoptem iniciativas semelhantes, promovendo a valorização dos protagonistas da história de Moçambique.
A assinatura deste memorando surge num contexto em que o acesso ao ensino superior continua a ser um desafio para muitas famílias, sobretudo aquelas com histórico ligado à luta armada, sendo esta medida vista como um avanço concreto na promoção de oportunidades e inclusão.



