Os profissionais do transporte público de passageiros na Cidade de Maputo passam a estar sujeitos a regras mais rigorosas de apresentação pessoal e higiene, ao abrigo do novo Regulamento do Transporte Público. Entre as medidas previstas está a aplicação de multas que podem atingir os 8 mil meticais para cobradores e "chapeiros" que exerçam a actividade sem cumprir os padrões mínimos de asseio e vestuário.
A decisão surge num contexto em que, ao longo dos anos, muitos passageiros manifestaram preocupação com situações de roupas visivelmente sujas, falta de higiene pessoal e odores desagradáveis durante as viagens, sobretudo em períodos de calor intenso e em viaturas frequentemente sobrelotadas.
Segundo as autoridades municipais, o objectivo da medida é melhorar a qualidade do atendimento, promover maior respeito pelos utentes e contribuir para um serviço de transporte público mais digno e organizado.
Entretanto, a iniciativa já está a gerar debate entre operadores e cidadãos. Há quem considere positiva a exigência de melhores padrões de apresentação, defendendo que a imagem dos profissionais também influencia a percepção da qualidade do serviço. Outros entendem que a fiscalização não deve limitar-se ao aspecto físico dos trabalhadores, mas abranger igualmente o estado mecânico dos veículos, as condições de segurança, o cumprimento das rotas, o excesso de lotação e a organização do sector.
A implementação do novo regulamento poderá representar um passo importante na melhoria do transporte público, desde que as exigências sejam acompanhadas por condições de trabalho adequadas e por uma fiscalização equilibrada, que responsabilize tanto os profissionais como os operadores e gestores do sistema.
O que pensa sobre esta medida? A multa por falta de higiene e má apresentação pode contribuir para melhorar o transporte público ou existem problemas mais urgentes que devem ser resolvidos primeiro?

