PROJECTO HIDROELÉCTRICO DE MPHANDA NKUWA DEVERÁ GERAR QUASE 14 MIL MILHÕES DE DÓLARES EM RECEITAS PÚBLICAS


 O Governo moçambicano prevê que o Projecto Hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa venha a injetar cerca de 14 mil milhões de dólares norte-americanos nos cofres do Estado ao longo do seu ciclo de vida. O montante multimilionário será arrecadado por via de impostos, taxas e dividendos, consolidando a posição do país como um dos principais hubs de energia limpa na África Austral.

​Para além do impacto orçamental a longo prazo, o empreendimento terá uma forte componente de dinamização sócio-económica local, prevendo-se a criação de 6.000 a 7.000 empregos directos durante a fase de construção, uma oportunidade crucial para o mercado de trabalho nacional.

​Infra-estrutura e Capacidade de Produção

​A infra-estrutura, orçada entre 6 e 7 mil milhões de dólares norte-americanos, prevê a instalação de uma capacidade geradora de 1.500 Megawatts (MW) de energia limpa.

​Uma das componentes centrais do projecto é a construção de uma linha de transporte de alta tensão de corrente contínua de cerca de 1.300 quilómetros, que ligará a província de Tete à capital, Maputo. Esta espinha dorsal de transmissão não só reforçará a rede eléctrica nacional e a segurança energética interna, como também aumentará significativamente a capacidade de exportação para os países da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC).

​Cronograma Executivo

O Executivo confirmou que as etapas preparatórias mantêm o ritmo previsto:

​Conclusão da fase de desenvolvimento: Até 2028

​Início das obras de construção: 2029

​Início da geração comercial de electricidade: 2034

​Estrutura do Consórcio e Confiança Internacional

​Apesar de reajustes recentes na composição do parceiro privado, as autoridades asseguram que o projecto mantém a sustentabilidade financeira e o interesse de instituições de financiamento internacionais.

​O consórcio estratégico é liderado pela francesa Électricité de France (EDF), em parceria com a TotalEnergies e a multinacional japonesa Sumitomo Corporation. O Estado moçambicano estará representado através da Electricidade de Moçambique (EDM) e da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), com cada uma a deter uma participação de até 15% na estrutura accionista.

​Alinhado com a estratégia de industrialização e transição energética do país, Mphanda Nkuwa posiciona-se como uma das obras estruturantes mais ambiciosas da região, visando expandir o acesso universal à energia e alavancar o desenvolvimento comunitário e industrial em Moçambique.

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