DESABAMENTO DE RESERVATÓRIO DEIXA 728 FAMÍLIAS E 15 INSTITUIÇÕES SEM ÁGUA EM MASSINGA


 Pelo menos 728 famílias e 15 instituições públicas e privadas estão sem abastecimento de água desde a madrugada desta sexta-feira, após o desabamento de um reservatório do sistema de abastecimento de água na vila de Massinga, província de Inhambane.

O reservatório, de tipo semi-cavado e com capacidade para armazenar 585 metros cúbicos de água, desabou na noite de quinta-feira por razões que ainda estão a ser apuradas pelas autoridades.

Além da interrupção do fornecimento de água, o incidente provocou danos em postes da rede eléctrica que alimentam a repetidora da Televisão de Moçambique (TMT), comprometendo a transmissão do sinal televisivo no distrito. Técnicos da Electricidade de Moçambique (EDM) deslocaram-se ao local para avaliar os estragos e iniciar os trabalhos de reposição da energia.


O sistema de abastecimento de água foi inaugurado em 2019 pelo então Presidente da República, Filipe Nyusi, no âmbito de um projecto implementado pela Administração de Infra-estruturas de Água e Saneamento (AIAS), destinado a melhorar o acesso à água potável para a população da vila de Massinga.


Informações preliminares apontam que a oxidação de parte do material utilizado na estrutura poderá estar entre as possíveis causas do colapso. No entanto, as autoridades ainda não divulgaram o resultado de uma avaliação técnica que determine, de forma conclusiva, a origem do desabamento.


Entretanto, centenas de residentes foram obrigados a recorrer a familiares, vizinhos e outras fontes alternativas para garantir água destinada ao consumo doméstico, enquanto aguardam pela reposição do sistema.


O chefe da Repartição de Água e Saneamento do Serviço Distrital de Planeamento e Infra-estruturas de Massinga, Mário Vilanculos, explicou que decorre neste momento o levantamento dos danos para definir as intervenções necessárias e restabelecer o abastecimento de água à população.


Questionado sobre a garantia da obra, Mário Vilanculos afirmou que o empreiteiro, de nacionalidade chinesa, concedeu apenas um ano de garantia para a infra-estrutura, período que já expirou.


O desabamento volta a colocar em evidência o desafio da durabilidade e manutenção das infra-estruturas públicas de abastecimento de água, cuja operacionalidade é fundamental para assegurar serviços básicos às comunidades.


Opiniões e críticas divulgadas nas redes sociais, que classificam a obra como tendo sido executada com fraca qualidade ou que atribuem responsabilidades ao Governo ou ao empreiteiro, não foram confirmadas oficialmente até ao momento. As causas do desabamento continuam sob investigação, aguardando-se um pronunciamento técnico das entidades competentes.

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