Hospital Central de Quelimane remove com sucesso colher encravada na garganta de criança de três anos


 Uma equipa médica especializada do Hospital Central de Quelimane (HCQ) salvou a vida de uma criança de apenas três anos de idade, após realizar uma intervenção cirúrgica de urgência para a remoção de uma colher de metal que se encontrava encravada na região da garganta do menor. O incidente provocou aflição respiratória aguda e impediu a criança de emitir qualquer som ou palavra.

A informação foi confirmada em conferência de imprensa pelo porta-voz do HCQ, Aldo Culpa, que explicou que o paciente deu entrada transferido de uma unidade sanitária periférica da província da Zambézia. À chegada, o menor apresentava um quadro clínico delicado, caracterizado por intensa agitação, salivação abundante e sinais evidentes de insuficiência respiratória.

Procedimento cirúrgico e diagnóstico por imagem

Perante a gravidade e o risco iminente de asfixia, o protocolo de urgência foi accionado de imediato:

  • Exame de Raio-X: A radiografia cervical e torácica confirmou a presença do corpo estranho metálico alojado na região faringo-esofágica.

  • Intervenção especializada: O menor foi prontamente encaminhado ao bloco operatório sob a responsabilidade do serviço de Otorrinolaringologia.

  • Esofagoscopia Rígida: O médico especialista Leonel Henrique, que liderou a equipa médica, recorreu à técnica de esofagoscopia rígida para localizar, apreender e extrair o objecto em segurança.

O procedimento decorreu sem complicações intra-operatórias. Após a intervenção, a criança cumpriu o período de observação na enfermaria de pediatria com evolução clínica francamente favorável, tendo recebido alta hospitalar 24 horas depois.

Alerta às famílias e rápida assistência médica

A direcção do Hospital Central de Quelimane aproveitou a oportunidade para lançar um forte apelo aos pais e encarregados de educação sobre os cuidados a ter com crianças pequenas. O manuseamento de utensílios domésticos e pequenos objectos durante ou fora das refeições exige vigilância permanente para evitar acidentes por aspiração ou ingestão de corpos estranhos.

A equipa clínica reforça ainda que, em casos de engasgamento ou suspeita de ingestão de objectos, as famílias devem recorrer imediatamente à unidade sanitária mais próxima, evitando manobras caseiras que possam agravar a lesão nos tecidos da garganta ou comprometer irreversivelmente as vias aéreas.

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