A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), em Moçambique, a maior da África Austral, fechou 2022 com um lucro de 9,2 mil milhões de meticais (131 milhões de euros), um recuo de 9% face a 2021.
Os números foram publicados pela HCB no Notícias, o diário de maior circulação de Moçambique, e apesar da diferença em relação ao valor recorde do ano anterior, os resultados estão a um nível que deixa a administração satisfeita.
Na mensagem que acompanha os números, o presidente do conselho de administração, Boavida Lopes Muhambe, refere que os resultados "demonstram que os indicadores de desempenho financeiro e de operação continuam a apresentar a robustez esperada".
O resultado inclui um recuo de 6% nas vendas, de quase 29 mil milhões de meticais para 27,1 mil milhões de meticais (de 413 para 386 milhões de euros).
O resultado por ação desceu de 380 para 350 meticais por ação.
A mensagem do presidente da HCB realça que "cerca de 2,7 mil milhões de meticais (38 milhões de euros) foram canalizados ao Estado em forma de 'fees' (pagamentos) de concessão, aproximadamente 5,1 mil milhões de meticais (73 milhões de euros) em forma de impostos e mais de 3,7 mil milhões de meticais (52 milhões de euros) de dividendos foram pagos aos acionistas da série A e B, valores acima da percentagem recomendada pelos estatutos da empresa".
O Estado moçambicano detém 85% da HCB, a empresa Redes Energéticas Nacionais (REN) portuguesa detém 7,5%, há 4% do capital social disperso em bolsa e a HCB tem 3,5% de ações próprias.
Escreveu a LUSA