A partir do dia 1 de Junho, os utentes do Aeroporto Internacional de Maputo terão apenas 3 minutos de acesso gratuito à área de embarque e desembarque. A medida, anunciada pela empresa Aeroportos de Moçambique através de um comunicado oficial, tem gerado críticas e preocupação entre os cidadãos.
Até agora, os condutores podiam usufruir de 10 minutos sem custos, tempo considerado já por muitos como insuficiente. Antes disso, e durante vários meses, o estacionamento esteve totalmente isento de pagamento. Agora, com a nova regra, a margem de tolerância foi drasticamente reduzida para menos da metade.
> “Eles já davam 10 minutos e não era suficiente para nós. Com a redução para os 3… pior ainda”, lamentou Samuel Nunes, motorista entrevistado pelo jornal O País.
Outros utentes também manifestaram desagrado, apontando que o processo de retirar bagagens e despedir-se de familiares facilmente ultrapassa os 3 minutos permitidos.
A Associação para Estudo e Defesa do Consumidor (ProConsumer) posicionou-se contra a decisão, destacando a falta de consulta pública. “A Lei de Defesa do Consumidor exige que os consumidores sejam ouvidos em decisões que afectam directamente os seus bolsos”, disse Alexandre Bacião, representante da organização.
Em resposta às críticas, Helder Sarmento, da direcção dos Aeroportos de Moçambique, defendeu a medida:
> “Em condições normais, não haverá necessidade de levar três minutos para fazer o drop off. Apenas se recomenda agilidade no processo.”
Segundo Sarmento, a cobrança será feita apenas a quem exceder esse tempo ou optar por estacionar a viatura. Os novos preços são de 25 meticais por hora e 600 meticais por dia, com uma multa de 500 meticais para quem perder o cartão de acesso.
A medida entra em vigor já na próxima semana e promete continuar a dar que falar. Para muitos utentes, a questão que fica no ar é: 3 minutos bastam?


