DATA HISTÓRICA PARA O TÊXTIL DO PÚNGUÈ


 Recorda-se hoje, 31 de Outubro, o primeiro e único título nacional do emblema da Beira


Beira – O dia 31 de Outubro de 1981 ficará para sempre gravado na memória dos adeptos do Têxtil do Púnguè e de todos os amantes do futebol moçambicano.

Há exactamente 44 anos, o histórico clube da cidade da Beira sagrou-se campeão nacional de futebol, ao empatar a uma bola com o poderoso Ferroviário de Maputo, no lendário Caldeirão do Chiveve.


A partida, que ficou marcada pela emoção até ao último apito, terminou empatada a 1–1, resultado suficiente para o Têxtil do Púnguè levantar o troféu máximo do futebol moçambicano. O golo dos “fabris” foi apontado por Lucas Barrarijo, figura incontornável daquela geração de ouro.


Sob o comando técnico de Rodrigo dos Santos, o Têxtil apresentou-se com o seguinte onze: Betinho (guarda-redes); Arlindo, Sábado, Jerónimo e Lucas I na defesa; Nico, Carlitos, Duarte e Zé Manel no meio campo; e, na frente de ataque, Aniceto e Lucas II (Barrarijo).


A conquista de 1981 simboliza não apenas um feito desportivo, mas também um marco de orgulho e identidade para a província de Sofala. Numa altura em que o país ainda vivia os primeiros anos de independência, o triunfo do Têxtil do Púnguè demonstrou que o talento moçambicano florescia em todos os cantos da nação.


Quarenta e quatro anos depois, o feito continua a inspirar novas gerações de atletas e adeptos que sonham ver o futebol beirense novamente no topo. O Caldeirão do Chiveve, palco dessa glória, permanece como testemunha silenciosa de uma das páginas mais bonitas da história do desporto moçambicano.

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