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 A fronteira de Ressano Garcia, principal ponto terrestre de ligaΓ§Γ£o entre MoΓ§ambique e a África do Sul, vai conhecer uma transformaΓ§Γ£o profunda nos prΓ³ximos anos, atravΓ©s de um ambicioso plano de investimentos pΓΊblicos e privados voltado Γ  modernizaΓ§Γ£o das infra-estruturas fronteiriΓ§as e ao fortalecimento do Corredor LogΓ­stico de Maputo.


O novo ciclo de investimentos foi formalizado esta semana com a assinatura do acordo de extensΓ£o da concessΓ£o do Terminal KM4 Γ  empresa Gestores do Terminal de ServiΓ§os Aduaneiros (GTSA), numa cerimΓ³nia dirigida pelo MinistΓ©rio dos Transportes e LogΓ­stica. O entendimento assegura Γ  GTSA a gestΓ£o do terminal por mais dez anos, perΓ­odo durante o qual serΓ‘ implementado um plano de requalificaΓ§Γ£o integral do posto fronteiriΓ§o.


Segundo o ministro dos Transportes e LogΓ­stica, Mateus Magala, a iniciativa insere-se na agenda nacional de modernizaΓ§Γ£o das fronteiras e na dinamizaΓ§Γ£o dos corredores logΓ­sticos estratΓ©gicos, com enfoque no de Maputo, “um dos mais importantes e movimentados da regiΓ£o”.


O plano de investimentos contempla a ampliaΓ§Γ£o das vias de acesso, modernizaΓ§Γ£o dos sistemas de controlo e fiscalizaΓ§Γ£o aduaneira, instalaΓ§Γ£o de tecnologias inteligentes de monitoria de cargas, e a construΓ§Γ£o de novas Γ‘reas de apoio ao transporte rodoviΓ‘rio e ferroviΓ‘rio.


AlΓ©m do impacto econΓ³mico, as melhorias deverΓ£o melhorar as condiΓ§Γ΅es de trabalho dos agentes aduaneiros, polΓ­cias, transportadores e operadores privados que actuam diariamente no posto.


De acordo com o director-geral da GTSA, Carlos Simbine, o objectivo Γ© “transformar Ressano Garcia numa fronteira de referΓͺncia regional, segura, rΓ‘pida e eficiente”, destacando que o investimento previsto terΓ‘ igualmente componente social, incluindo a formaΓ§Γ£o tΓ©cnica de jovens locais e a criaΓ§Γ£o de novos postos de emprego directo e indirecto.

Actualmente, o posto fronteiriço de Ressano Garcia regista uma média diÑria de mais de 1.200 viaturas de carga, sendo responsÑvel por grande parte das exportaçáes moçambicanas com destino à África do Sul e vice-versa.


A modernização do terminal KM4 deverÑ reduzir significativamente os tempos de espera e aumentar a capacidade de processamento de cargas, reforçando o papel do Porto de Maputo como principal saída marítima dos países da região interior da África Austral.


Com este projecto, o Governo moΓ§ambicano reafirma a sua aposta na integraΓ§Γ£o econΓ³mica regional e no desenvolvimento de infra-estruturas logΓ­sticas modernas, alinhadas aos padrΓ΅es internacionais de seguranΓ§a, eficiΓͺncia e sustentabilidade.


“Estamos a preparar MoΓ§ambique para ser nΓ£o apenas um paΓ­s de trΓ’nsito, mas um centro logΓ­stico e comercial relevante para toda a África Austral”, concluiu Magala.

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