CHAPO DIZ QUE O PAÍS AINDA SE RESSENTE DOS EFEITOS DA TENSÃO PÓS-ELEITORAL


 O Presidente da República, Daniel Chapo, afirmou esta terça-feira, em Maputo, que Moçambique continua a ressentir-se dos impactos da tensão pós-eleitoral, sublinhando que parte significativa dos recursos públicos que deveriam ser aplicados no desenvolvimento social e económico está a ser canalizada para repor infra-estruturas e bens destruídos durante os protestos eleitorais.


Falando na abertura da sessão extraordinária do Conselho de Ministros dedicada à avaliação da estabilidade nacional e à planificação económica para 2026, Chapo lamentou que a violência e a destruição que se seguiram às eleições gerais tenham comprometido o ritmo de execução de vários projectos públicos, sobretudo nas áreas da educação, saúde e infra-estruturas rodoviárias.


 “Os recursos que deviam estar a financiar escolas, hospitais e estradas estão, neste momento, a ser desviados para reparar o que foi vandalizado. Este é um fardo pesado que o país carrega por causa de comportamentos irresponsáveis e intolerância política”, disse o Chefe do Estado, num tom de preocupação.


Chapo reiterou que o Governo está empenhado em restabelecer a confiança e a estabilidade em todas as províncias, garantindo que as instituições de segurança continuarão a trabalhar para prevenir actos de violência e vandalismo ligados a disputas políticas.


O Presidente exortou ainda os moçambicanos, em especial os líderes partidários, a priorizarem o diálogo e o respeito pelas instituições democráticas, frisando que “a democracia não se constrói com pedras nas ruas, mas com ideias, civismo e respeito mútuo”.


Fontes do Executivo indicam que, nos últimos meses, mais de 400 infra-estruturas públicas e privadas foram afectadas pelos protestos registados em várias regiões do país, resultando em prejuízos avaliados em centenas de milhões de meticais.


Apesar das dificuldades, Chapo garantiu que o Governo continuará a investir em programas de recuperação económica, com destaque para a reconstrução de mercados, centros de saúde e escolas destruídas durante os tumultos.


 “Moçambique precisa de olhar para frente. As feridas ainda doem, mas o país tem de continuar a andar”, concluiu o Presidente.


A sessão governamental decorreu sob o lema “Consolidar a paz, fortalecer a economia e reconstruir a confiança nacional”, e contou com a presença de ministros, governadores provinciais e representantes das forças de defesa e segurança.

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