QUADRA FESTIVA: FALTA DE SANGUE AMEAÇA ATENDIMENTO ÀS VÍTIMAS NA VIRADA DO ANO


 HCM apela à doação urgente de sangue


O Hospital Central de Maputo (HCM) enfrenta uma situação preocupante às portas da passagem do ano. A maior unidade sanitária do país dispõe, neste momento, de apenas 160 unidades de sangue em reserva, quantidade considerada insuficiente para responder a possíveis emergências graves durante as celebrações da quadra festiva.


De acordo com o Director do Banco de Socorros do HCM, este número está muito abaixo do necessário, tendo em conta o aumento habitual de acidentes de viação, agressões físicas, ferimentos por arma branca e outros incidentes que marcam a virada do ano. “É um período crítico. Se não reforçarmos as reservas, o atendimento aos doentes em estado grave pode ficar seriamente comprometido”, alertou.


O responsável explica que o sangue é essencial para salvar vidas, sobretudo em casos de politraumatismos, cirurgias de urgência, partos complicados e acidentes graves. No entanto, durante as festas, a procura aumenta enquanto as doações tendem a diminuir, devido às deslocações, consumo de álcool e menor afluência de doadores regulares.


Perante este cenário, o Hospital Central de Maputo lançou um apelo directo à população, sobretudo aos jovens e adultos saudáveis, para que se dirijam aos centros de colheita e façam a sua doação antes e durante o período festivo. “Uma única doação pode salvar até três vidas. Não custa nada e faz toda a diferença”, reforçou.


O HCM garante que o processo de doação é seguro, rápido e gratuito, estando asseguradas todas as condições de higiene e controlo médico. Podem doar sangue cidadãos saudáveis, com idade entre 18 e 65 anos, peso mínimo de 50 quilos e sem doenças transmissíveis.


As autoridades de saúde apelam ainda à responsabilidade dos cidadãos durante as celebrações, evitando comportamentos de risco, como condução sob efeito de álcool, uso irresponsável de pirotecnia e conflitos desnecessários.


Num momento em que a festa anda de mãos dadas com o perigo, o sangue pode ser a linha que separa a vida da morte. Doar agora é um gesto simples, mas decisivo. É tradição ajudar o próximo. E tradição boa não se perde.

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