Um cidadão de nacionalidade portuguesa, de 52 anos de idade, foi encontrado sem vida na noite de domingo numa unidade hoteleira de luxo da cidade de Maputo, concretamente no Hotel Polana. A vítima residia em Moçambique há cerca de dez anos e exercia funções de topo no sector bancário nacional.
Em informações inicialmente recolhidas junto da direcção do Hotel Polana, foi confirmada a ocorrência do óbito no interior das instalações da unidade. A administração do hotel assegurou, desde as primeiras horas, total cooperação com o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), no âmbito das diligências investigativas.
Perante a elevada exposição pública do caso, o SERNIC veio, posteriormente, esclarecer que a morte não resultou de homicídio. Em comunicado oficial, a instituição informou que, após perícias técnicas no local, exames médico-legais e a reconstituição dos últimos movimentos da vítima, foram reunidos elementos suficientes para afastar a intervenção de terceiros.
Segundo o SERNIC, a vítima encontrava-se sozinha no momento do ocorrido, tendo sido localizado no interior de uma casa de banho da unidade hoteleira, com sinais compatíveis com morte por acto voluntário. As autoridades sublinham que todos os procedimentos foram conduzidos em coordenação com a Medicina Legal do Hospital Central de Maputo e sob acompanhamento do Ministério Público.
As conclusões preliminares da investigação apontam, de forma inequívoca, para um caso de suicídio, não havendo indícios de crime nem de responsabilidade externa.
O SERNIC apelou à responsabilidade na divulgação de informações, face à sensibilidade do caso, reiterando que a investigação segue os trâmites legais, estando as conclusões devidamente fundamentadas em provas técnicas e científicas.
O corpo foi encaminhado para os procedimentos legais subsequentes, enquanto decorrem os contactos institucionais com a representação diplomática de Portugal em Moçambique.
As autoridades não avançaram mais detalhes, em respeito à privacidade da família e à dignidade da vítima.
