PRM esclarece boato sobre “homens catanas” na Beira e apresenta três detidos


A Polícia da República de Moçambique (PRM) veio a público, esta terça-feira, na cidade da Beira, para desmentir os rumores que circulam nas redes sociais sobre a alegada presença de “homens catanas” na capital provincial de Sofala, garantindo que, até ao momento, não há registo oficial desse fenómeno na cidade.


Em conferência de imprensa, a corporação apresentou três indivíduos detidos, envolvidos em crimes distintos considerados de elevada gravidade, numa acção que visa, segundo as autoridades, repor a verdade dos factos e tranquilizar a população.


De acordo com informações apuradas pela Miramar junto de fontes policiais locais, entre os detidos encontra-se o cidadão que aparece num vídeo amplamente partilhado nas redes sociais, no qual é visto a ser agredido por populares no bairro de Macurungo. A PRM esclarece que o referido indivíduo foi surpreendido durante uma tentativa de assalto a uma residência e acabou neutralizado por um jovem de 22 anos, proprietário da casa visada, antes da chegada das autoridades.


O segundo detido é um jovem indiciado por envolvimento num crime de violação sexual contra duas estudantes, ocorrido numa residência na cidade da Beira. Segundo a polícia, o suspeito terá actuado em conluio com outros indivíduos que se encontram em fuga, estando em curso diligências para a sua localização e responsabilização criminal. As autoridades asseguram que o processo segue os trâmites legais e que as vítimas estão a receber o devido acompanhamento institucional.


O terceiro indivíduo apresentado à imprensa é acusado de roubo de uma motorizada pertencente a um moto-taxista. Conforme a PRM, após a subtracção do meio circulante, o suspeito procedeu à sua venda pelo valor de 15 mil meticais, facto que permitiu à polícia rastrear a ocorrência e efectuar a detenção.


Relativamente aos boatos sobre os chamados “homens catanas”, a PRM foi clara ao afirmar que se trata de informação não confirmada e sem correspondência com a realidade actual da cidade da Beira. A corporação alerta que a disseminação de mensagens alarmistas contribui para o pânico social e pode incentivar actos de justiça pelas próprias mãos.


A PRM apela à população para manter a vigilância comunitária, colaborar com as autoridades através de denúncias formais e evitar a partilha de conteúdos não verificados. “A segurança pública constrói-se com serenidade, confiança nas instituições e respeito pela lei”, sublinhou uma fonte policial, reiterando o compromisso da corporação em garantir a ordem, a tranquilidade e a protecção dos cidadãos em Sofala.


As autoridades garantem que o patrulhamento foi reforçado em vários pontos da cidade e asseguram que qualquer ameaça real à segurança pública será prontamente comunicada à população por vias oficiais.

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